Afonso Santos
January 6th, 2011, 08:32 PM
No início de Dezembro, o Ministério dos Negócios Estrangeiros brasileiro (não sei se é exactamente esta a designação que vocês usam para este ministério?) anunciou que Brasília reconhece o Estado Palestino dentro das fronteiras de 1967.
“Israel expressa a sua tristeza e decepção acerca da decisão do Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva um mês antes de ele sair,” reagiu pouco depois o Ministério dos Negócios Estrangeiros Israelita.
“O reconhecimento de um estado Palestino é uma brecha no acordo interino que foi assinado entre Israel e a Autoridade Palestina em 1995 que referia que o assunto do estatuto do Banco Ocidental e da faixa de Gaza seria discutido e seria solucionado através de negociações”, acrescentou.
Israel também acusou o Brasil de ignorar o roteiro do Médio Oriente para a Paz em 2003 que clarificava que um estado Palestino poderia ser estabelecido por diálogo mas não por medidas unilaterais.
“Toda a tentativa para evitar este processo e decidir com antecedência de uma maneira unilateral sobre assuntos importantes que estão em disputa, apenas destrói a confiança de entre as partes, e fere o compromisso deles ao panorama estabelecido de negociação para a paz,” constava da mesma declaração.
O anúncio brasileiro surgiu em carta pública dirigida à principal Autoridade Palestina Mahmoud Abbas. Lula enviou a carta por respeito a um pedido pessoal de Abbas do dia 24 de Novembro.
A carta expressa apoio a luta dos Palestinianos na procura de uma pátria como um “aspiração legítima das pessoas palestinas para um estado seguro, unido, democrático e economicamente viável.”
Certamente não por coincidência, Dilma reuniu-se no passado fim-de-semana com alguns chefes de Estado, tendo sido os primeiros os representantes de Espanha, Uruguai, Coreia do Sul, Portugal e – como não poderia deixar de ser - Mahmoud Abbas pela Palestina.
Parece que a Palestina está no topo das prioridades da política externa brasileira – resultado da amizade de Lula com o Irão, que o Brasil quer preservar e solidificar.
Eu acho bem, acho mesmo bastante bem que o Brasil faça frente a Israel! :) Mas o Brasil tem aqui um problema: actualmente os EUA estão caladinhos porque são governados pelo picha mole do Obama, mas amanhã se os republicanos tomarem o poder, a coisa vai endurecer. Nesse momento, o Brasil passará a ser, muito certamente, mais um dos países do “Eixo do Mal”, aos olhos dos EUA.
O que é que vocês me dizem a isto?
“Israel expressa a sua tristeza e decepção acerca da decisão do Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva um mês antes de ele sair,” reagiu pouco depois o Ministério dos Negócios Estrangeiros Israelita.
“O reconhecimento de um estado Palestino é uma brecha no acordo interino que foi assinado entre Israel e a Autoridade Palestina em 1995 que referia que o assunto do estatuto do Banco Ocidental e da faixa de Gaza seria discutido e seria solucionado através de negociações”, acrescentou.
Israel também acusou o Brasil de ignorar o roteiro do Médio Oriente para a Paz em 2003 que clarificava que um estado Palestino poderia ser estabelecido por diálogo mas não por medidas unilaterais.
“Toda a tentativa para evitar este processo e decidir com antecedência de uma maneira unilateral sobre assuntos importantes que estão em disputa, apenas destrói a confiança de entre as partes, e fere o compromisso deles ao panorama estabelecido de negociação para a paz,” constava da mesma declaração.
O anúncio brasileiro surgiu em carta pública dirigida à principal Autoridade Palestina Mahmoud Abbas. Lula enviou a carta por respeito a um pedido pessoal de Abbas do dia 24 de Novembro.
A carta expressa apoio a luta dos Palestinianos na procura de uma pátria como um “aspiração legítima das pessoas palestinas para um estado seguro, unido, democrático e economicamente viável.”
Certamente não por coincidência, Dilma reuniu-se no passado fim-de-semana com alguns chefes de Estado, tendo sido os primeiros os representantes de Espanha, Uruguai, Coreia do Sul, Portugal e – como não poderia deixar de ser - Mahmoud Abbas pela Palestina.
Parece que a Palestina está no topo das prioridades da política externa brasileira – resultado da amizade de Lula com o Irão, que o Brasil quer preservar e solidificar.
Eu acho bem, acho mesmo bastante bem que o Brasil faça frente a Israel! :) Mas o Brasil tem aqui um problema: actualmente os EUA estão caladinhos porque são governados pelo picha mole do Obama, mas amanhã se os republicanos tomarem o poder, a coisa vai endurecer. Nesse momento, o Brasil passará a ser, muito certamente, mais um dos países do “Eixo do Mal”, aos olhos dos EUA.
O que é que vocês me dizem a isto?