View Full Version : O Fascismo - análise e definição por aki.
Ricardo Mendonça
January 13th, 2011, 12:36 PM
Notas prévias:
Este thread surgiu originalmente, no Stormfront, secção Brasil, onde tanto me dediquei.
Surgiu como uma resposta a um outro thread de título “Thread só um tolo pensa que o NS é de extrema-direita” e à absurda e patética discussão em que aquilo se tornou.
Na altura escrevi a propósito disso, isto :
"... impõe-me um dever de consciência que acrescente, que nenhum outro resultado seria de esperar. Dali o “epíteto apenas poderia ser epitáfio”. Poderia como é evidente ter optado por omitir qualquer destas simples considerações. Escolhi não o fazer. Da mesma forma escolhi, após alguma reflexão, não explicitar as motivações que suportam a minha decisão. Deixo-as à reflexão de cada um…"
O próprio título do thread já seria em si um epitáfio, claro. O epíteto tolo, ali só poderia resultar em epitáfio. Isso em si mesmo já seria uma prova de arrogância de quem criou o thread, e só de o ver já eu desconfiava de ignorância...O tolo já seria quem o criou e não os outros.
E como rapidamente constatei, a arrogância, coitada, nem era pelo menos sustentada em nadinha que se visse. Com vêem agora passado este tempo já vos deixo claramente o porquê de haver decidido iniciar um thread sobre política, mas particularmente começando com noções fundamentais de flosofia e ciência política. Para depois chegar ao Fascismo. Entretanto discutir uma série de coisas.
Eu bem sei que haverá muitos, fora da nossa comunidade, que vão espreitar, a ideia apesar de tudo é essa, o que sei, pouco ou muito coloco-o à disposição de todos.
Escrevi o que a seguir vos deixo no thread moderação no thread Stormfront do SF, quando foi proposto que o meu thread fosse stickied...Proposto pelo Baal, logo quem. Que desilusão aquele rapaz...
Começei o thread por isto e apesar de saber como são as coisas, leiam bem, vejam lá se não reconhecem nos comportamentos que aí aponto muita gente que para aí anda...
"...e também estares certo na tua aprecição ao meu Thread, honestamente não creio que deva ser "stickied" pelo menos nunca para já. Porquê? Porque ainda não tem lá nada que o justifique. Repara, filosofia passe a imodéstia já eu sei a que me vai bastando, a minha intenção seria discutir filosofia política e com isso ajudar a que as pessoas pudessem perceber melhor os assuntos que aqui nos trazem. Repara, discutir o estado natural tem dado "pano para mangas" aos maiores pensadores da humanidade desde a antiguidade clássica, porque será? E isso seria apenas o princípio da conversa. Quando se chegasse à análise de temas mais delicados aí sim a coisa ficaria interessante. Mas para que tal acontecesse teria de haver sempre a participação dos membros do fórum, sem eles, como já lá o disse, o Thread torna-se redundante, é fácil perceber porquê. Como tal seria sempre, em meu entender, essa participação a decidir se o thread teria valor e qualidade para figurar como "sticky" outra coisa não poderia ser. Não deve ser concerteza a tua opinião, e muito menos a minha que nunca me faria juíz em causa própria a decidir isso.
Por agora mais que não seja vou continuá-lo porque me dá prazer, e os meus filhos gostam de ouvir o pai falar destas coisas. Se o thread entretanto ficar enterrado, paciência. Fica lá como testemunho do que aqui procurámos fazer. Daqui a uns tempos pode ser que depois alguém o continue.
Por fim gostaria apenas de sublinhar que o propósito do thread NÃO É exaltar os méritos do fascismo. É dá-lo a conhecer. Não sei realmente de onde poderá ter surgido a confusão mas não interessa. Então quando uma pessoa se propões a reflectir sobre um assunto está a glorificá-lo? Se calhar vinha para aqui falar de galinhas não? De qualquer forma fica aqui o desmentido como clarificação. Quem duvide é bem-vindo a participar e a confirmar por si. Enriquecemos todos o (...) fórum com a nossa melhor contribuição, e nenhuma é melhor que escrever com espírito crítico."
Ecrevi ainda isto :
"Quanto às palavras do WDD, a resposta a essa questão será dada em seu devido tempo, mas adianto já que não encerra nada para além de uma convenção de categorização formal. No entanto deve ser respondida e fá-lo-ei, mas a seu tempo.
Eu espero é que a caminhada ao longo destes meses sirva para nos enriquecer a todos, falaremos de muita coisa e quero que a conversa surja de forma natural que siga o seu próprio ritmo.
No fim questões como o que é esquerda e direita, como surgiu essa categorização? O que é o estado? Qual a sua função? O lugar do homem face ao poder? O que é o fascismo? E o socialismo? O que é o liberalismo? Que formas de organizção de poder foram discutidas ao longo dos tempos ? Quais as suas forças e fraquezas?
Porque eu vejo, muita gente a dizer que não possui qualquer convicção política porque isso é uma forma cómoda de esconder o facto que não têm porque não sabem ter. Repara se perguntares a alguém que defina imediatamente liberalismo não te sabem dizer nada. Este é um mero exemplo, mas que podes aplicar a quase tudo. Se tiverem um computador ao pé vão ver a Wikipedia e debitam o que lá está, mas esse "saber" não é nada e desaparece quase tão imediatamente como surgiu, para a semana já não se lembram de nada.
Porquê? Porque não se prende a mais nada, não implicou esforço. Só se domina uma matéria com esforço. A natureza divina fez-nos assim. É uma maneira engraçada de castigar a preguiça e recompensar o esforço.
A ciência moderna veio demonstrar, que o estudo árduo é que "fixa" no cérebro o saber, é como se disséssemos ao nosso cérebro :- Olha isto foi tão difícil de aprender que é melhor que o guardes e não te esqueças, é precioso.
Enfim sinto que é meu dever ajudar na medida das minhas capacidades, a que as pessoas pensem por si. Mesmo que eu já saiba que a maioria vai ler isto, nem vai responder ou quando respondem apoiam-se na bengala internet para dizer meia dúzia de banalidades. Se vêm o nome de um pensador que eu cito ou de qualquer forma evoco, vão ao motor de busca da internet ler o artigo da wikipédia e voltam a correr dar o seu contributo tragico-cómico. Então eu não sei como é?
Eu sei que é assim, tenho filhos e vejo como tentam fazer mas são adolescentes e crianças e tento contrariar isso. O que me preocupa são os adultos, com esse comportameto infantil. Os psicólogos já "trabalham" esse assunto esse escapar com a mentira da aparência de saber através da internet e a sensação de recompensa que sentem. Género já enganei mais um. Mas nunca mas mesmo nunca confessam que não sabem, dá vontade de rir. Então e depois, na vida como é? Não passam de impostorezecos mal-agradecidos. A verdade é que se continua tão ignorante como antes e isso é que deve interessar, o que sabemos e não o que o outro possa ficar a pensar que se saiba.
Quem me interessa são os outros as pessoas que também se encontram, e que são de boa-índole, gente inteligente mas humilde, que percebe que ninguém sabe tudo e que podemos sempre aprender, todos. Gente madura e bem formada, até um jovenzinho pode ser assim. Esse é o melhor caminho. Para esses partilho o que sei com todo o prazer, da mesma forma que tenho paciência comigo próprio para aprender."
Enfim, o que pretendi agora deixar claro foram as minhas motivações à data para começar o thread e qual o seu propósito. Penso que se mantenham como pertinentes, e agora também já seja por vós percebido os motivos porque o começei...
Temos de ser sempre humildes, ninguém nasce ensinado..."in the end of the day..." O que interessa é o que cada um sabe, não aquilo que os outros pensam que sabemos...
O WDD referia-se à categorização, esquerda/direita habitual dos grupos políticos
Por fim só dizer que não pretendo que este seja um thread "aberto", por favor coloquem apenas reflexões sobre a matéria exposta, e da forma mais pertinente que conseguirem. Perguntas incluídas, a perguntar é que se aprende por isso uma boa pergunta muitas vezes implicou já uma boa reflexão.
Sintam-se à vontade para perguntar, eu na medida que souber cá estarei para responder. Eu ou outro, claro. Mas sempre com propósito.
Grato pela atenção,
aki
Ricardo Mendonça
January 13th, 2011, 12:38 PM
TEMAS E ESTRUTURA
Ao longo dos próximos meses, caso a interacção estabelecida assim o justifique, proponho-me a partilhar as minhas reflexões sobre um tema que me é particularmente querido o movimento fascista e o seu pensamento. Esse será o principal objectivo e a concretização deste marcará, pela minha parte o fim da discussão. Também por isso decidi manter como definitivo o título preliminar do tópico de discussão. Entretanto farei mais que isso. Primeiro procurarei introduzir algumas definições, ou melhor noções de teoria e filosofia política que creio importantes e que enunciarei como estrutura da minha análise.
Tendo ao consultar as minhas notas sobre o tema, decidido levar o alcance da minha proposta mais longe, para que assim se pudesse também produzir como consequência indirecta da discussão, uma denúncia do modelo relativista e multiculturalista em particular na educação. Procurarei expor ambas as doutrinas enunciadas pelo que são, mas cima acima de tudo pelo que não são. Desta forma, pretendo deixar claro o valor do estudo dos clássicos, o seu estudo tal como eu o fiz, pré-revisão multiculturalista, mas acima de tudo despertar em todos a necessidade de aprofundar o que se entende como “Cultura Ocidental”. Os referidos, são temas que, como pai, me preocupam particularmente.
Penso ser ainda importante referir que a maior parte das minhas notas sobre estas questões é ainda manuscrita e algumas, em que me porventura há época em que as escrevi me debrucei com maior cuidado, dactilografadas. Como tal, a transposição de cada tema para o fórum implicará, da minha parte, esforço e tempo adicionais. Não arriscarei prazos. Pelo que para o facto, volto a apelar à compreensão e paciência dos meus camaradas e amigos. Para além deste, o meu único pedido aos camaradas que queiram participar na discussão, é que procurem manter a elevação e propósito naquilo que escreverem. O maior agradecimento que me podem fazer é respeitar este meu pedido.
Ainda a realçar que este é um fórum de internet com as suas vantagens e insuficiências próprias. Não me será possível expor tudo o que gostaria sobre cada ponto, pelo que aqui deixar deverá ser sempre encarada como uma súmula. De relembrar que esta é uma discussão aberta, todos podem e devem criticar e acrescentar, desde que se mantenham dentro do espírito do meu pedido anterior. De lembrar ainda, eu não sei tudo. Que esteja presente que, nas palavras que vos deixar verterei quem sou, bem como aquilo, e apenas aquilo, que sei. Como tal mesmo que possível, não saberia esgotar nenhum dos assuntos em foco, voltando a participação dos camaradas a ser mais que bem-vinda, será crucial. Sem ela o tópico torna-se redundante e como tal a continuação da sua existência, vã.
Por fim, será de dizer que a estrutura que vos aponto para a análise dos temas sobre que me proponho reflectir, é para mim, o modelo clássico do estudo pensamento político:
I. Natureza humana
1.O estado natural do homem
2.Natureza do Homem e a Natureza da mulher
II. A justificação do estado
1. O que é o Estado?
Breve exposição do pensamento de Locke e Weber
2. O contrato social
3. Contra o contrato social
III. Liberdade. Direitos e deveres
1. Lei. Moral e ética
2. Cidadania
3. Direitos
4. Deveres e punição
IV. Justiça e Economia.
1. A propriedade privada
2. Mercado
3. Notas sobre a justiça distributiva
4. Utilitarismo
V. Justiça entre os grupos e os estados
1.Minorias
2.Direito internacional
3.Paz e Guerra
VI. Civilização progresso e cultura
1. Rosseau
2. Socialismo e Positivismo.
3. UtilitarismoDivisão do trabalho?
4. Marx e Marxismo
5. Liberalismo e conservadorismo aristocrático
6. Popper e seu método
7. Darwin e selecção social
8. Nacionalismo
9. O fim da história. Fukuyama? Logo vejo…
VII. Fascismo
Antecedentes
Definição
Os movimentos fascista e Nacional Socialista
Os regimes… Breves Notas
O Pensamento Fascista
Teorias Fascistas
Ricardo Mendonça
January 13th, 2011, 12:43 PM
I.Natureza Humana
1.O estado natural do Homem
“We do not say a man who shows no interest in politics is a man who minds his own business; we say that he has no business here at all”
Péricles, em “A guerra do Peloponeso” de Tucídides
Qual é a relevância da filosofia politica? Qual o interesse em abordar as questões que nos proponho abordarmos? Ponhamos a questão nestes termos: Damos como garantido que vivemos num mundo de instituições políticas. Temos governos, parlamentos e tribunais, temos exércitos e polícias. E cabe a essas instituições administrar e proteger, garantir e aplicar justiça. O que se fez foi abdicar a nível individual de parte do nosso poder, transferindo-o para as instituições que em nome de todos, da colectividade, o passaram administrar. Delegámos, enquanto sociedade, nessas instituições a capacidade de nos governar. No entanto, ao fazê-lo colocámos pessoas em posições quer de responsabilidade, quer de poder. E essas pessoas, dizem-nos, têm o direito legítimo de actuar em nosso nome, mesmo que seja para nos punir. Desta forma a vida de cada um encontra-se estruturada e controlada, em parte, pelas decisões de outros. Então as verdadeiras questões, em meu entender, serão saber: Porque temos Estado? É a existência do Estado legítima? Se a resposta for afirmativa, qual a forma que esse Estado deve assumir? Qual o nível de interferência que devemos tolerar na nossa vida? Qual a quantidade de poder individual e com ele de liberdade individual que devemos estar dispostos a abdicar?
Desta forma, como resposta a estas questões surge como ponto de partida natural, uma outra. Como seria a nossa vida sem Estado?
A abolição do Estado para obter a resposta, não que outros não o hajam já tentado, afigura-se-me no nosso caso como uma impossibilidade prática. Resta-nos imaginar uma existência sem Estado, uma existência natural, ou ainda um Estado natural. Nesse Estado natural ninguém deteria o poder político e cada um, a nível meramente individual, deteria a sua quota-parte de poder na medida das suas capacidades. Como seria então a vida nesse Estado? Através deste exercício intelectual, obteremos, assim espero, mais que a resposta a esta pergunta, nela se deverá conter já parte da chave para as questões fundamentais que nos trouxeram até aqui.
Para os nossos propósitos não será necessário saber se já existiu um verdadeiro Estado natural do Homem. Interessa-nos é, saber se é possível que exista. Será ainda importante ter presente que qualquer reflexão sobre esta questão de Estado natural, deverá ser acompanhada de reflexão acerca de qual é natureza humana. Pelo menos assim tem sido desde a Antiguidade grega como veremos. Desta forma, escolhi evocar para nos auxiliar um grupo de vultos do pensamento Ocidental, considerado clássico quando se aborda esta questão. Por razões de impossibilidade prática, mas meramente subjectivas, decidi não abordar a perspectiva dos seguintes pensadores. Assim, para quem se sinta interessado em prosseguir com ulteriores investigações ao tema o possa mais facilmente fazer, irei enumerá-los identificando o primeiro e último nome :
Peter Kropotkin (Irei no entanto aflorar a sua perspectiva no que toca à entreajuda)
Robert Owen
Charles de Montesquieu
Sergio Panunzio
Giovanni Gentile
Julius Evola (A minha homenagem possível a este senhor será feita num tópico próprio e exclusivo)
As perspectivas que irei abordar serão as de:
Aristóteles
Segundo Aristóteles a existência do Estado decorre naturalmente da condição do homem enquanto tal. Ou seja, o Estado deve a sua razão de existir à própria natureza do Homem como um ser social. O Estado precede o homem, no sentido em que Aristóteles o considera como a meta natural do homem. Vejamos na Política, a propósito da origem do Estado pode ler-se: “O Estado, ou sociedade política, é até mesmo o primeiro objecto a que se propôs a natureza. O todo existe necessariamente antes da parte.”
Para Aristóteles pode decompor-se Estado até à mais pequena parte que o compõe, como a que reúne o macho e a fêmea, que por não poderem passar um sem o outro para a geração, se unem formando a família. O desígnio natural impõe ainda que se garanta a mútua conservação. Da família são, segundo Aristóteles, parte integrante não só o pai a mãe e os filhos, mas também os escravos.
A natureza destina a cada coisa o seu fim e o seu uso. Sendo benéfico para ambos, deverá que mande quem pode, e obedeça quem deve. Aristóteles justifica como natural a escravatura, que distingue de escravidão. Abordaremos este assunto em maior detalhe mais tarde. Por agora importa referi-lo apenas para mostrar que no sentido em que, segundo Aristóteles, na relação que se estabelece entre o senhor e escravo é, portanto, a natureza que dá o comando a um e impõe a submissão a outro. Deverá mandar aquele que possua o intelecto para tal, e que por outro lado quem há falta dele apenas tenha a força deverá obedecer. Dessa forma se define naturalmente quem comanda. Desta associação como forma de benefício mútuo se formou segundo Aristóteles a principal sociedade natural, que é a família. E assim, se a natureza de cada coisa for precisamente o seu fim, aquela que se destaca de todas as outras por se aproximar mais desse objectivo deverá ser considerada a melhor, a mais perfeita. E como devemos encarar o prover ao próprio sustento como um objectivo, aquela associação que melhor se adequar à satisfação das necessidades humanas deverá ser vista como a mais perfeita.
A inclinação natural leva os homens a viver em sociedade. Assim, como nenhum homem pode bastar-se a si mesmo, aquele que não precisa dos outros homens, ou não se inclinar a viver entre outros homens ou é um deus, ou é um bruto. Aquele que fosse assim só respiraria a guerra, não se deteria por nenhum freio e, como uma ave de rapina, estaria sempre pronto para cair sobre os outros. Da mesma forma que o homem civilizado é o melhor de todos os animais, aquele que não conhece nem justiça nem leis é o pior de todos.
Torna-se evidente que a cidade, que tendo a faculdade de se bastar a si mesma, e que tendo-se formado da reunião de várias famílias em aldeia, e estas por sua vez em cidade, está na natureza e que o homem é naturalmente feito para a sociedade política. O homem é portanto um animal cívico.
Todas as sociedades têm como já vimos, alguma meta, e oferecem na prossecução dessa meta alguma vantagem. E aquela que é a principal sociedade, que contém em si todas as outras e se propõe à maior vantagem possível chama-lhe, Aristóteles, Estado ou sociedade política. No entanto, a cidade não se organizou apenas para preservar a existência, mas também para buscar o bem-estar. Em conclusão poderemos então afirmar que segundo a perspectiva Aristotélica, o estado deverá garantir inicialmente, a satisfação das necessidades materiais, de defesa e segurança, de outro modo irrealizáveis. Mas que o seu fim essencial é espiritual. Deve promover a virtude e, consequentemente, a felicidade dos homens mediante o saber. Por fim pode-se já concluir que o estado para Aristóteles não deve ser entendido como uma unidade substancial, e sim como uma síntese de indivíduos substancialmente distintos. E que não obstante a sua concepção ética do estado, Aristóteles, ao contrário de Platão, salvaguarda o direito privado, a propriedade privada e a família. O comunismo como resolução total dos indivíduos e dos valores no estado é algo fantástico e irrealizável.
Afonso Santos
January 13th, 2011, 12:47 PM
Não conhecia esta história, pois ainda não era membro do SF na altura.
Fico a aguardar pela primeira parte da reflexão.
Ricardo Mendonça
January 13th, 2011, 12:53 PM
Hobbes
"Bellum omnium contra omnes"
Antes de iniciar a minha análise da perspectiva de Hobbes gostaria de chamar a atenção para o fatalismo presente na sua filosofia. De entre as leituras da minha vida destaco Hobbes pela forma como me marcou. Raras vezes voltou a acontecer. A natureza intelectual dos homens, é apenas própria da sua condição. Também esta, como aquela, tantas vezes contraditória. Talvez por isso Tomás Hobbes permaneça como um dos meus filósofos favoritos. Espero, genuinamente conseguir no fim destas minhas modestas impressões despertar em quem as tenha lido, o interesse pelo magnífico pensamento de Hobbes.
Para Hobbes o estudo da filosofia política deveria começar pelo estudo da natureza humana. Porquê? Porque a essência da sua perspectiva assenta no facto de que na ausência de governo a natureza humana nos levaria a uma existência de eterno conflito, de medo e de perigo. Nada seria pior do que viver sem a protecção que o Estado é capaz de oferecer. Hobbes distingue dois momentos na história da humanidade. O estado natural e o estado político. No estado natural a força de cada homem é a medida do seu poder. Para Hobbes o homem é governado por um instinto de auto-preservação (Conatus, em latim) e movido apenas pelas suas paixões. Paixões, a que reduz a moral, e considera como meramente egoístas. Assim sendo cada homem apenas procura a satisfação das suas próprias necessidades, movido pelo desejo das suas paixões. Será precisamente aqui que se pode encontrar a origem das aflições humanas. Num desejo que se faz cobiça, opondo homens e a suas vontades. Deste conflito de paixões, que será eterno, nascerá um estado de guerra permanente, que Hobbes entende o verdadeiro estado natural.
Importará relacionar esta perspectiva com a visão mecanicista de Hobbes. Esta visão, intimamente ligada à teoria da conservação do movimento de Galileu. Veja-se em O Leviatã, Hobbes escreve : ”…when a thing is in motion, it will eternally be in motion, unless somewhat els stay it”. Este conceito seria também aplicável aos homens. Segundo ele, o homem, encontra-se num permanente estado de inquietude, de eterna busca. Sempre, sem descanso. “There is no such thing as perpetuall tranquility of mind while we live here; because life it selfe but Motion, and can never be without desire”. A essa busca incessante pelos objectos do seu desejo Hobbes chama “felicity”. Infelizmente nenhuma das propostas de tradução para português me satisfaz, mantê-la-ei tal como está.
Voltando à condição do homem no estado natural de Hobbes, relembrar que seria uma existência devotada apenas à auto-preservação e satisfação de interesses egoístas. Hobbes nega o instinto social ao homem. Para ele a natureza humana não é social. Assim Hobbes explica a criação do Estado, segundo ele, um estado artificial. Resulta pois directamente para Hobbes, o dever ter-se o Estado como uma condição artificial, imposta. Veja-se qual a razão pela qual o Estado se impõe ao homem.
Segundo o filósofo a natureza humana impõe a cada homem a subjugação de todos os outros. Ela é tal, que ao homem, não contentará apenas a satisfação de suas necessidades naturais, mas sobretudo as alegrias da vaidade “pride”, que deve em português ser entendido como soberba. Hobbes aponta como o maior sofrimento humano o ser-se desprezado. Segundo ele à ofensa impõe-se como natural a vingança. O ofendido irá procurar vingar-se, mas, e este aspecto é crucial na análise do seu pensamento, (Se porventura discutirmos Hegel lembrem-me) procurando consumá-la, não com a morte do seu oponente, mas com a sua submissão. A concretização da vingança apenas será plenamente alcançada se o ofendido privar o ofensor da liberdade, com cativeiro deste concretizará o seu desejo de vingança. O ofendido irá ler nos olhos do ofensor, agora seu prisioneiro, medo e submissão, reconhecimento total da sua própria superioridade. "Homo homini lupus"…
Não resisto a citar Jean Jacques Rousseau, “Conheço muito bem os homens para ignorar que muitas vezes o ofendido perdoa, mas o ofensor não perdoa jamais.”, Acrescentando quem pode afinal afirmar conhecer a natureza humana? Adianto-me, bem sei, mas faço-o para vos estimular o intelecto e provocar o espírito.
Digam-me lá se não é bom reflectir? Regressemos ao Estado de Hobbes, havendo nós determinado a que existência levaria a natureza humana, uma natureza profundamente infeliz violenta de misérias e medo. Mesmo o homem mais forte, deixado num estado natural, só conheceria o desespero e o temor, a sua grande força ou mesmo grande intelecto, de nada ainda assim lhe valeria. Nunca estaria ao abrigo da astúcia dos mais fracos, que por maquinação, ardil ou conjura acabariam, inevitavelmente, por encontrar forma de garantir a sua destruição. O Estado natural na sua igualdade violenta, não protege nem todos, nem nenhum. A todos faz iguais na infelicidade e na angústia.
O temor pela vida ir-se-á, portanto, segundo Hobbes sobrepor ao orgulho. É assim que a paixão dará lugar à razão. É o medo, portanto, que vai obrigar os homens a fundarem um estado social e a autoridade política. Estado torna-se necessário porque proporciona paz e segurança. A paz apenas será alcançável, se cada um abdicar de seus direitos absolutos, a favor de um soberano. Apenas o soberano será o detentor de todo o poder. O poder do soberano será absoluto. Hobbes dispensa na sua legitimação do poder exercido pelo soberano, qualquer exigência de imposição moral. O soberano fará o exercício do poder com base apenas na sua própria vontade. Não existe pacto ou contrato social de qualquer espécie, esta noção é importante e gostaria que ficasse presente. A própria garantia de segurança que esteve na base da alienação de poder verificada a favor do soberano, não deve ser vista como pacto entre soberano e súbditos. Deve ver-se, apenas como, a prossecução egoísta do interesse do soberano ele quer continuar a reinar logo tem de proteger quer reino quer súbditos, caso contrário nada restará para que reine. Em todo caso é de sublinhar, uma vez mais, que Hobbes atribui ao poder despótico uma origem meramente psicológica, nenhuma outra. Recordemos que a natureza humana visa apenas a satisfação das paixões egoístas o soberano ainda é livre de seguir os desígnios e os ditames da sua natureza, não necessita de vê-los contrariados, como os seus súbditos agora privados do seu poder e consequentemente da sua liberdade, para perseguir os seus interesses egoístas individuais.
Penso ser muito importante observar que o limite do exercício do poder pelo soberano será o dia, em que os súbditos preferirem morrer a obedecer. Dá que pensar não dá? Quem manda só manda enquanto o povo consente, no dia em que o povo se revolta caem do poleiro. Não deixa de ser interessante referir que Hobbes intitula o seu estado totalitário, bem como o seu livro “O leviatã”, monstro cruel e invencível, rei dos orgulhosos.
Voltaremos a Hobbes a propósito do contrato social. Camaradas espero que tenham apreciado. Boas Reflexões!
Afonso Santos
January 13th, 2011, 08:15 PM
Bem, que dizer?
Obrigado por me recordares Hobbes, que constituiu grande parte da minha "escola de pensamento". É por tudo isto que aqui está descrito que tanto desprezo a anarquia, seja ela de esquerda, de direita ou do raio que a parta!
A natureza do homem é perversa, anti-social e conflituosa, e permitir que ele se governe autonomamente sem uma entidade superior é destruir qualquer possibilidade de existência de uma comunidade estável, ou seja, de uma Nação.
Faço apenas um pequeno acrescento, fazendo uma ponte à nossa realidade actual. Hobbes defendia que o Líder (ou Assembleia) e a Igreja Católica eram duas cabeças do mesmo corpo, em que o primeiro era necessário para mediar e tomar as decisões, e a segunda para guiar espiritualmente a comunidade, fomentando nesta um sistema de valores: um sentido de vida, respeito, autoridade e espiritualidade.
Faço uma ponte para a actualidade, referindo que, apesar da necessidade de haver um líder, que não deve estar no mesmo corpo de qualquer outra instituição - deve ser independente e estar num nível hierárquico superior - continua a ser necessário um sistema espiritual para a população, tão indispensável para uma sociedade que se quer menos materialista, e esse sistema espiritual tanto poderá ser o cristianismo como o paganismo.
E desta forma construir-se-ia uma sociedade diferente, em que o Homem está perfeitamente inserido numa comunidade de valores, e não perdido numa qualquer selvajaria natural anárquica.
"Eu gosto de matar. Matar pessoas é mais divertido que caçar animais selvagens porque o Homem é o animal mais perigoso de todos "
O Assassino do Zodíaco
Fará sentido terminar a reflexão com esta máxima...?
Ricardo Mendonça
January 15th, 2011, 11:30 AM
Bem, que dizer?
Obrigado por me recordares Hobbes, que constituiu grande parte da minha "escola de pensamento".
De nada, meu amigo, não tens de quê. Eu é que agradeço a atenção.
Hobbes, como disse, também me marcou e ainda marca muito.
Sublinho quanto ao já apresentado, a questão da natureza humana, deve ter-se presente que qualquer reflexão inicial, de formação de pensamento e fixação individual de posições políticas tem de passar por considerar a natureza humana.
A forma como cada um, individualmente, irá formar a sua opinião sobre qual ela é, deverá influir em larga medida nas tomadas de posição futuras quanta a princípios políticos.
Convido, portanto, cada um a parar para pensar um pouco sobre qual será, para si, a natureza do homem...
No entanto devemos ainda apresentar as perspectivas de Rosseau, de Locke, e de Weber. Veremos que introduziram argumentos distintos dos de Hobbes, mais benevolentes talvez, mas nem por isso menos pertinentes. Vamos ver...
É por tudo isto que aqui está descrito que tanto desprezo a anarquia, seja ela de esquerda, de direita ou do raio que a parta!
A natureza do homem é perversa, anti-social e conflituosa, e permitir que ele se governe autonomamente sem uma entidade superior é destruir qualquer possibilidade de existência de uma comunidade estável, ou seja, de uma Nação.
Hmmm...Espera, lembra-te temos de iniciar esta viagem como uma folha em branco.
Vamos iniciar esta reflexões em ciência política, como balanças, em que inicialmente os pratos se encontram perfeitamente vazios e equilibrados.
Façamos este exercício, por agora...Em branco, poderemos escrever qualquer coisa...Seja ela qual, for devemos tentar na medida das nossas possibilidades
avaliar qualquer posição. Importará ir concluindo desde já, em cada etapa assumir e retirar algumas conclusões. Mas assim faremos mais para o fim de cada ponto, ainda falta 3 pensadores, após essas perspectivas serem trazidas, fazer o primeiro balanço, ainda que preliminar...
Vamos fazê-lo juntos? Teria todo o prazer.
Faço apenas um pequeno acrescento, fazendo uma ponte à nossa realidade actual. Hobbes defendia que o Líder (ou Assembleia) e a Igreja Católica eram duas cabeças do mesmo corpo, em que o primeiro era necessário para mediar e tomar as decisões, e a segunda para guiar espiritualmente a comunidade, fomentando nesta um sistema de valores: um sentido de vida, respeito, autoridade e espiritualidade.
Faço uma ponte para a actualidade, referindo que, apesar da necessidade de haver um líder, que não deve estar no mesmo corpo de qualquer outra instituição - deve ser independente e estar num nível hierárquico superior - continua a ser necessário um sistema espiritual para a população, tão indispensável para uma sociedade que se quer menos materialista, e esse sistema espiritual tanto poderá ser o cristianismo como o paganismo.
E desta forma construir-se-ia uma sociedade diferente, em que o Homem está perfeitamente inserido numa comunidade de valores, e não perdido numa qualquer selvajaria natural anárquica.
"Eu gosto de matar. Matar pessoas é mais divertido que caçar animais selvagens porque o Homem é o animal mais perigoso de todos "
O Assassino do Zodíaco
Fará sentido terminar a reflexão com esta máxima...?
Adiantas-te, por agora quero considerar apenas a questão do estado natural e a abordagem clássica da natureza humana, na formação de uma posição sobre o assunto.
É claro que a natureza humana não se esgotará, nas razões fundamentais para o aparecimento do Estado político, também deverá ser tida responsável por lhe conferir o carácter... Tens razão. Mas lá chegaremos. Ao que aqui afloras, a questão dos poderes...Quais são eles, qual a sua legitimação, a problemática da separação. Que separação? Em qual medida ? Lá chegaremos...
Por agora, sublinhei os aspectos que considero mais relevantes do pertinente excerto final da tua intervenção, tendo em conta o que já se apresentou.
Até breve!
Afonso Santos
January 16th, 2011, 07:05 AM
Adiantei-me, mas não tanto como isso, pois tudo aquilo que disse foi em consequência da natureza humana.
A concepção que tenho da sociedade é exactamente consequência daquilo que conheço dos homens e da sua natureza, e se os (a) não conhecesse, a minha visão sobre diferente, como o era há 15 anos atrás, quando ainda não tinha a experiência que tenho hoje :)
gislei cesar
February 15th, 2011, 09:24 AM
Gostaria de deixar por aqui,uma extensão do assunto (Fascismo, Falangismo e o Nacional-Socialismo).
http://1.bp.blogspot.com/_6zFUCXyZv2w/S7tg5oDRgVI/AAAAAAAAAQg/gF9OFGbibec/s1600/ns_falang.jpg
http://4.bp.blogspot.com/_6zFUCXyZv2w/S7tg2LHaC6I/AAAAAAAAAQY/Vzx-45vz4tg/s1600/ns_fascis.jpg
http://mragallaecia.blogspot.com/2010/04/fascismo-falangismo-e-o-nacional.html
Excelente link - OS REGIMES FASCISTA E NACIONAL-SOCIALISTA.
http://www.blogger.com/feeds/4022735839154573493/posts/default
Para mim ,prefiro o NS, pois o mesmo não visa o Estado em primeiro lugar, como no fascismo.
Para um NS todo isto é um puro despropósito anti-natural.
Afonso Santos
February 15th, 2011, 12:49 PM
Para um NS todo isto é um puro despropósito anti-natural.
O quê? Não percebi.
Sem entrar na discussão de gostos pessoais, deixo apenas o seguinte registo:
"Ein Volk, ein Reich, ein Führer"
O que é isto senão o mais elementar princípio monárquico? Princípio de unidade do povo em torno da sua pátria e do seu líder, que encarna em si essa pátria e esse povo? E claro, o mesmo princípio Real está também presente no Estado FASCInante! A Fascinante união do povo em torno do líder e de um Ideal Pátrio...
gislei cesar
February 15th, 2011, 01:27 PM
"Ein Volk, ein Reich, ein Führer"
Hitler is god.
“O Estado é um meio para um fim. A sua finalidade consiste na conservação e no progresso duma colectividade sob o ponto de vista físico e espiritual”.
“O direito humano anula o direito do Estado”.
Adolf Hitler.
Para o Nacional-Socialismo, o Estado é um meio de conservar a Raça, de melhorar o Homem, é um instrumento orgânico criado pelo Homem para o Homem. O Estado na concepção Nacional-Socialista só existe enquanto o Povo o aceitar, pois ele existe para eles.
Com as raças humanas as que criam cultura, valores e civilização. O Estado apenas os conserva e colabora no seu progresso. O Estado é a aplicação administrativa e política duma série de valores desenvolvidos naturalmente durante o tempo pelo próprio Povo.
“Nada fora do Estado, nada contra o Estado, tudo para o Estado”.
Benito Mussolini.
Para o Fascismo, o Estado é tudo. O Estado formula e põe em prática a vida do Homem. As necessidades individuais são suprimidas, enquanto a finalidade é SEMPRE o Estado. O Estado não existe para o Homem, mas o Homem para o Estado. O Estado produz, o Estado cria a Nação e as pessoas.
O Fascismo nunca acreditou numa Comunidade natural e orgânica, não possuía a ideia do Sangue, ou mesmo de Povo, era apenas um modelo de Estado político num espaço geográfico demarcado por mapas.
Nesse aspeito o Fascismo não difere muito das actuais “democracias”, que se constituem apenas como Estados políticos sem conservar a Raça e a Cultura e sem nenhuma moral ou valor. Assim como os governos europeus hoje aceitam imigrantes não-europeus, o Estado Fascista também os aceitava e ainda os considerava como nacionais.
A concepção Fascista de Estado é, por princípio, puramente política e administrativa. Assim sendo, totalmente anti-natural e, consequentemente, anti-Nacional-Socialista. A sua visão do mundo está em permanente conflito com a nossa, portanto nunca existiria um Estado que fosse simultaneamente Fascista e Nacional-Socialista.
Ricardo Mendonça
February 15th, 2011, 03:37 PM
Gislei dentro em breve darei a devida importância ao seu ponto de vista. Por agora não. Digo-lhe, no entanto, porquê.
Em primeiro lugar, pretendo com este thread criar bases introdutórias de ciência política em todos os membros e "convidados" do fórum. Para esse efeito criei uma ordem de trabalhos que já pedi que fosse respeitada. Gostaria que no meu thread o meu pedido fosse atendido, é algo simples e penso que de pacífica aceitação. Não pretendo alterar a minha ordem de trabalhos porque tal, irá não só desvirtuar o propósito do tópico assim como criar desordens e entropias a uma discussão que se quer, pela própria dificuldade da matéria, o mais clara possível.
No entanto por agora devo-lhe dizer que quanto ao fascismo e ao pensamento que o suporta eu sou um osso duro de roer. Debruço-me sobre este assunto há mais de vinte anos, e duvido que haja obra ou pensador fascista que eu não tenha, numa altura ou noutra conhecido. Quanto ao nacional socialismo sou um mero curioso, pelo que as minhas apreciações raramente serão comparativas. Isso talvez possa ser feito no fim. Aí, juntos, talvez possamos retirar umas conclusões próprias, fora daquelas que normalmente se encontram nos livros mais fácilmente disponíveis.
Não queria por agora terminar, sem lhe dizer que o Gislei parte de um pressuposto correcto, para chegar a conclusões erradas. A importância do Estado no pensamento fascista nem apaga a noção de sangue, nem de pertença histórica. Aconselho a consulta ao pensamento de Sergio Panunzio, Ugo Spirito e até, em parte, de Gentile. Até breve! Desejo a todos boas reflexões!
gislei cesar
February 15th, 2011, 04:41 PM
(SR) Ricardo Mendonça,não sei o certo o pronome de tratamento ao seu agrado.Mas com certeza este se encaixa no quesito educação.
Tenho duvida em relação aos seus threads ,somente pessoas convidadas poderão participar dos mesmos?? Os participes terão liberdade de expressão??
Pq não encontrei regras em questão.
Sei muito bem o significado da palavra hierarquia,por isso o motivo de me retratar a sua pessoa diretamente.
Sem mais para o momento.
Grato.
Nikolas Försberg
February 15th, 2011, 05:12 PM
Saudações Gislei!
Sei que sua pergunta não foi direcionada mim, mas eu gostaria de poder te responder e depois o Aki vêm e te responde também.
Quanto aos threads do VNN, TODOS os usuários podem e DEVEM participar, e TODOS os que participarem poderão se expressar livremente.
Só um detalhe... mas NINGUÉM pode desvirtuar o tema dos tópicos e nem o cronograma feito por quem criou o tópico, pode-se sim fazer algumas observações fora do tema, mas sem jamais desvituar o tópico.
Deve-se estar fundamentado no que fala.
E lembrem-se: SEM SPAM
gislei cesar
February 15th, 2011, 05:21 PM
OK. no aguardo,obrigado.
gislei cesar
February 15th, 2011, 06:19 PM
Ha minha intenção não era ter disvirtuado,no meu ponto de vista eu analisei e defini o Fascismo da minha maneira sem ter tirado (meritos) do autor,extendendo um pouco(falange) pois,necessitei de meios (NS) para comparação.
E prolonguei o assunto em resposta a outro membro.
Ricardo Mendonça
February 15th, 2011, 06:23 PM
Gislei, pode tratar me por aki ou por Ricardo, deixe lá o senhor, que isso não é preciso.
Quanto ao tópico, é óbvio que quer este, quer qualquer outro dos meus tópicos, é aberto.
Aquilo que lhe peço a si, é o mesmo que peço a qualquer outro de nós, e prende-se apenas à ordem pela qual pretendo que se os discutam os assuntos. Neste caso já temos a questão do estado natural e estado político, a questão de qual a natureza humana e como esta é subjacente à organização social humana em estado. São assuntos mais que suficientes para alimentar uma discussão, aliás existem muito mais pensadores que se debruçaram sobre a questão, nomeadamente o próximo que pretendo apresentar, Rosseau. Assim caso alguém fizesse a gentileza de abordar a questão entretanto exposta, pela perspectiva dos pensadores apresentados, ou por outros, seria excelente.
Eu dentro de quinze dias irei voltar a sério ao "fórum", a minha primeira tarefa será dar um bom "avanço" a este tópico. Se quiser aguardar, trarei de certeza o pensamento de Rosseau e Locke, e talvez de Weber. Só mais quinze dias e teremos muito mais para discutir. Rosseau opõe-se a Hobbes de uma forma que dá enorme e agradável discussão garanto. A perpectivas de Locke e de Weber irão "fechar" esta primeira parte da ordem de trabalhos de forma muito satisfatória. Portanto aqui fica tudo bem explicadinho, escreva agora sobre o já entretanto exposto, ou aguarde mais um pouco e teremos mais para falar.
Afonso Santos
February 16th, 2011, 07:06 AM
Gislei, não vou entrar em pormenor sobre esta questão, até porque o aki já te aconselhou algumas obras, mas o erro do teu raciocínio no teu post acima está exactamente na mesma categoria de erro em que estava o MCM e o RickHolland sobre a questão do imperialismo e do fascismo, no tópico da "Doutrina...". Aconselho-te a leres as minhas respostas a essa questão nesse tópico, que em parte respondem também a esta.
E posso dizer-te algo que é muito geral, e que se adapta tanto àquela questão como a esta que levantaste.
O Racialismo não é "propriedade" do NS, tal como o "imperialismo" não é propriedade de doutrina nenhuma.
O que aconteceu ao longo da história, e acontecerá no futuro, é que cada tipo de Nacionalismo adaptou e adaptará sempre as suas prioridades à Nação à qual ele se dirige. E esta, infelizmente, é a compreensão e a noção histórica que muitos não compreendem.
Em relação a não haver submissão do povo ao Estado no NS e afins... pode-se alterar a semântica como se pretender, mas pelo menos no NS de Hitler havia total submissão do povo ao Estado e claro, eu posso dizer que o "meu" NS que estou a praticar não anula o direito humano, como naturalmente digo que o "meu" FASCInante Estado não anula o direito humano, mas a concepção por detrás de ambas as ideologias (e a prática) conduzem a resultados bem diferentes, e ainda bem que o fazem, para bem do direito humano. Hitler também disse num seu discurso "Queremos uma Alemanha livre de castas e hierarquias" - tal coisa nunca aconteceu!
A minha posição nestas coisas é simples: no mundo actual, globalizante e marxista, em que somos a minoria, temos de nos unir em torno daquilo que nos une (que é muito) e não andarmos a lançar farpas em relação ao Nacionalismo do vizinho. Ainda mais visto que, e lá está, para se perceber isto tem de se reflectir na matéria, os Nacionalismos têm todos origem comuns, e os pontos essenciais são também comuns, por muito que se altere a "semântica" e a mensagem que se passa ao povo...
gislei cesar
February 16th, 2011, 12:03 PM
Gislei, não vou entrar em pormenor sobre esta questão, até porque o aki já te aconselhou algumas obras, mas o erro do teu raciocínio no teu post acima está exactamente na mesma categoria de erro em que estava o MCM e o RickHolland sobre a questão do imperialismo e do fascismo, no tópico da "Doutrina...". Aconselho-te a leres as minhas respostas a essa questão nesse tópico, que em parte respondem também a esta.
E posso dizer-te algo que é muito geral, e que se adapta tanto àquela questão como a esta que levantaste.
O Racialismo não é "propriedade" do NS, tal como o "imperialismo" não é propriedade de doutrina nenhuma.
O que aconteceu ao longo da história, e acontecerá no futuro, é que cada tipo de Nacionalismo adaptou e adaptará sempre as suas prioridades à Nação à qual ele se dirige. E esta, infelizmente, é a compreensão e a noção histórica que muitos não compreendem.
Em relação a não haver submissão do povo ao Estado no NS e afins... pode-se alterar a semântica como se pretender, mas pelo menos no NS de Hitler havia total submissão do povo ao Estado e claro, eu posso dizer que o "meu" NS que estou a praticar não anula o direito humano, como naturalmente digo que o "meu" FASCInante Estado não anula o direito humano, mas a concepção por detrás de ambas as ideologias (e a prática) conduzem a resultados bem diferentes, e ainda bem que o fazem, para bem do direito humano. Hitler também disse num seu discurso "Queremos uma Alemanha livre de castas e hierarquias" - tal coisa nunca aconteceu!
A minha posição nestas coisas é simples: no mundo actual, globalizante e marxista, em que somos a minoria, temos de nos unir em torno daquilo que nos une (que é muito) e não andarmos a lançar farpas em relação ao Nacionalismo do vizinho. Ainda mais visto que, e lá está, para se perceber isto tem de se reflectir na matéria, os Nacionalismos têm todos origem comuns, e os pontos essenciais são também comuns, por muito que se altere a "semântica" e a mensagem que se passa ao povo...
Alterando a SEMÂNTICA ou empregando a ESTILÍSTICA cabe a iterpretação individual de cada um.
A minha visão eu ja coloquei,não abro mão dela.
Quanto a lançar farpas não é de meu feitil, eu jogaria uma granada logo.
Lutamos a favor da liberdade de expressão.Tenho liberdade de escolha.Não me imponho a nada.
Afonso Santos
February 16th, 2011, 08:28 PM
Alterando a SEMÂNTICA ou empregando a ESTILÍSTICA cabe a iterpretação individual de cada um.
A minha visão eu ja coloquei,não abro mão dela.
Quanto a lançar farpas não é de meu feitil, eu jogaria uma granada logo.
Lutamos a favor da liberdade de expressão.Tenho liberdade de escolha.Não me imponho a nada.
Mas fiquei curioso... então dizes que na Alemanha NS de Hitler o direito humano sobrepunha-se ao direito do Estado? Estás a brincar ou a falar a sério? :D
Nikolas Försberg
February 16th, 2011, 08:56 PM
Mas fiquei curioso... então dizes que na Alemanha NS de Hitler o direito humano sobrepunha-se ao direito do Estado? Estás a brincar ou a falar a sério? :D
Peço licença ao Aki, com o intuito exclusivo de esclarecer uma coisa ao Afonso. Será apenas um esclarecimento e não pretendo mais sair do assunto principal do tópico...
Sei que a pergunta do Afonso não foi dirigida a mim e sim ao Gislei, mas gostaria apenas de expor algo...
Se, pelo instrumento do poder governamental, uma nacionalidade é levada em direção a sua destruição, a rebelião não é só o direito de cada membro de um povo - é seu dever.
E a pergunta - quando é este o caso? - não é decidido por teses teóricas, mas pela força - e os resultados.
Desde como uma coisa natural, todo o poder governamental afirma que o dever de preservar a autoridade do Estado - independentemente de quão cruel é, traindo os interesses de um povo mil vezes - o instinto nacional de auto-preservação, na derrubada de um tal poder e conseguir liberdade e independência, terá que utilizar as mesmas armas por meio do qual o inimigo tenta manter seu poder.
Por conseguinte, a luta será realizada com "jurídica ", enquanto o poder de ser derrubado emprega esses meios, mas não vai fugir de meios ilegais, se o opressor usa-los.
Em geral, não se deve esquecer que o objetivo maior da existência humana não é a preservação do estado, e muito menos um governo, mas a preservação da espécie.
E se a própria espécie está em perigo de ser oprimida ou totalmente eliminada, a questão da legalidade é reduzida a um papel subordinado. Então, mesmo se os métodos do poder dominante, alegadamente, ser legal mil vezes, não obstante o instinto do povo oprimido de auto-preservação continua a ser a mais nobre justificativa de sua luta com todas as armas.
Somente através do reconhecimento deste princípio, as guerras de libertação contra a escravidão interna e externa das nações sobre a terra que desceu para nós em exemplos tão majestoso.
A lei humana anula lei estadual.
E se um povo é derrotado em sua luta pelos direitos humanos, isto significa apenas que ele foi encontrado muito leve na balança do destino para a felicidade de sobrevivência nesta terra. Para quando um povo não está disposto ou capaz de lutar por sua existência, a Providência, na sua eterna justiça decretou o efeito das pessoas.
O mundo não é para os povos covardes.
- Mein Kampf
Ricardo Mendonça
February 16th, 2011, 09:47 PM
"Em geral, não se deve esquecer que o objetivo maior da existência humana não é a preservação do estado, e muito menos um governo, mas a preservação da espécie."
Continuem. Estejam mais que à vontade. O obejectivo do thread é este, discutir filosofia política.
Mas olha Nikolas a tua afirmação, não contrariando aquilo que, quase de certeza, motivou o tom de incredulidade na interrogação do Afonso não deixa de ser extremamente interessante.
Eu realmente não me queria deixar arrastar para uma discussão que a meu ver seria melhor servida se algumas bases já tivessem sido expostas e, como tal, disponíveis para que todos estivessem em pé de igualdade na construção da sua argumentação.
Se lermos com atenção a frase, isto é que é importante, é assim que se analisa pensamento político, AH não refere, nela, indivíduo ou homem, não refere a pessoa humana em sentido individual, refere...espécie humana...
Este aspecto é extraordinariamente importante e gostaria que fosse retido. Será muito importante tê-lo presente quando concluir a primeira parte da minha ordem de trabalho. Então, por favor, retenha-se esta noção de conjunto, por oposição a unidade. Plural, por oposição a singular. É da maior importância se queremos começar a aprender a analisar declarações políticas do ponto de vista formal. No fim deste tópico, prometo que quando ouvirem um noticiário e ouvirem um discurso todos serão capazes de avaliar a que corrente de pensamento esta ou aquela frase pertence.
Será uma espécie de um guia um manual que tenho a certeza será de grande utilidade a todos. Depois de uns tempos será canja para todos, por exemplo, analisar uma qualquer obra literário do ponto de vista do posicionamento político do autor. Mas agora, eu não vou acrescentar mais nada, quero mesmo seguir com o cronograma a que me propus e assim não o cumpro, quinze dias, três semanas e tenho de aqui ter Rosseau e Locke, pelo menos.
Abraços e obrigado pelo interesse.
Nikolas Försberg
February 17th, 2011, 05:18 AM
Eu realmente não me queria deixar arrastar para uma discussão que a meu ver seria melhor servida se algumas bases já tivessem sido expostas e, como tal, disponíveis para que todos estivessem em pé de igualdade na construção da sua argumentação.
Sem problemas, eu estarei no aguardo deste momento.
Afonso Santos
February 17th, 2011, 12:14 PM
(...)
Em geral, não se deve esquecer que o objetivo maior da existência humana não é a preservação do estado, e muito menos um governo, mas a preservação da espécie.
(...)
- Mein Kampf
Concordo em absoluto. De facto, estamos a defender a mesma coisa, o que há aqui é uma interpretação diferente acerca de uma simples conjugação de palavras: Estado vs Direito Humano. Interpreto a frase acima como uma negação à existência de um Estado que não representa o Povo, como acontece com as democracias actuais.
O problema é que, tanto tu como o gislei (suponho eu) estão a interpretar a questão da sobreposição do Estado sobre o indivíduo à "boa maneira democrática", à boa maneira dos seus opositores. Vêem essa sobreposição como sinónimo de crueldade dessa Entidade maléfica - o Estado - que oprime e esfola o seu pobre povo!
A preservação da espécie humana é assegurada na unidade do povo em torno do seu líder, que encarna a pátria e a vontade do povo - e esse líder com a sua classe dirigente representa o Estado. Não foi isto que aconteceu no NS? Ou será que não havia liderança? Será que não havia submissão do povo a esse líder e a essa classe? Ou será que era o povo que "mandava" - não havia então ordem nem autoridade? Não vão querer reescrever a história, pois não?
Uma coisa é o direito da espécie humana. Outra coisa completamente diferente, quando falamos de ciência política, é o direito do indivíduo. E tu muito bem Nikolas, utilizaste a expressão "espécie humana". Muito bem! Porque o princípio FASCInante assegura que o direito do indivíduo JAMAIS se poderá sobrepor ao direito da espécie - ou seja, o direito individual jamais se poderá sobrepor ao direito colectivo.
"Ein Volk, ein Reich, ein Führer" é o princípio REAL que com este está de mãos dadas. O regime implementado pelo NSDAP na Alemanha está também de mãos dadas com ele - Felizmente!
As diferenças entre o NS e o Estado FASCInante são outras, bem menores, e essas ficarão patentes quando o aki retomar a escrita, mas este Princípio meus amigos, podem dar as voltas que quiserem, que não se livram dele :D
Aki, estou a insistir nestes posts porque, apesar de não estarem "programadas" de acordo com a tua exposição, acabam por tocar num ponto importante do pensamento sobre este assunto. Mas sim, eu sei, iríamos lá chegar mais tarde...
gislei cesar
February 17th, 2011, 04:50 PM
“O direito humano anula o direito do Estado”.
Adolf Hitler
Pelo Nacional-Socialismo, o Estado é um MEIO de conservar a raça, de melhorar o Homem, é um instrumento orgânico criado pelo Homem para o Homem. O Estado na concepção Nacional-Socialista só existe enquanto o Povo o aceitar, pois ele existe para eles.
Somente as raças criam cultura, valores e civilização. O Estado apenas os conserva e colabora em seu progresso. O Estado é a aplicação administrativa e política de uma série de valores desenvolvidos naturalmente durante o tempo pelo próprio Povo.
Ricardo Mendonça
May 1st, 2012, 08:49 PM
Há muito tempo que desisti de fazer deste tipo de tópico ou de post a minha forma de participação num fórum. Infelizmente o desgaste e o trabalho que é necessário para produzir um único post não me permitem que o faça com a frequência que desejo.
Assim, as próximas notas serão em primeiro lugar uma súmula do pensamento de Gentile em especial "La Filosofia di Marx" e no "Il modernismo e i rapporti tra religione e filosofia", visitei também brevemente "la Scuola e Filosofia".
No entanto para mim não é possível demonstrar o valor destas ideias, a força da razão, a importância de perceber qual é a verdadeira direita e onde a encontrar, a importância da tradição e onde me coloco para de todas as vias à disposição de um homem livre, para mim qual entendo como a que melhor e porquê, sem mostrar a minha interpretação do pensamento transmitido a todos nós por Evola em "Gli uomini e la Rovine" e se quisermos, de forma mais sitemática depois, nas "Directrizes" ou "Orientações" publicadas em 50, salvo erro, e a pedido de Pino Rauti.
Enfim, para quem já conhece ou queira consultar as obras, estas são as minhas notas preliminares e penso que já permitam deixar presentes alguns dos conceitos que tenho como base do meu próprio pensamento.
Essas são portanto as fontes e as metas que me proponho tentar alcançar, procure cada um depois por si o seu entendimento próprio destas questões.
"La forza della Ragione: La vera destra, tradizione e il Fascismo"
Evola escreveu assim nas suas orientações, "E’ inutile crearsi illusioni con le chimere di un qualsiasi ottimismo: noi oggi ci troviamo alla fine di un ciclo."
Para quem me conhece percebe perfeitamante como concordo com esta ideia de fim de ciclo, aqui a questão é saber em que se traduz este fim de ciclo e porquê.
Qual a resposta? Onde está o diagnóstico? Já procurei apontar a minha própria resposta muitas vezes como sabem, onde a meu ver se podem encontrar aqueles que em meu entender considero os mais acertados.
Quais a perguntas que fiz, e o que nas limitações da nossa incontornável condição mortal, procurei fazer para lhes responnder.
A importância disto é que temos de ter presente que se nos enganamos no diagnóstico, nos arriscamos a provávelmente falhar a cura...
Vamos a essa!
"Il fascismo,non era che l'ultima realizzazione di uno stile di vita e di una concezione del mondo che c'è sempre stata nella storia: la tradizione."
A tradição...Tenhamos a ideia presente, ainda que na nossa ideia, por agora, concedamos, ainda que algo destituída de todos os seus possíveis atributos...
"Questa tradizione traeva origine dall'antica Grecia, passa attraverso l'Impero Romano, i Regni Romano-barbarici e le civiltà celtico-gaeliche, le civiltà nordiche, il Sacro Romano Impero, gli Imperi Centrali fino ad arrivare alle rivoluzioni nazionali del fascismo, del nazismo e dei nuovi samurai in Giappone."
A visão histórica e a importância do ideal guerreiro. Avanço eu agora. Aristocrático? Nobre? Que nobreza? E a presença de império neste olhar da história...Porquê? Vejamos o que nega :
La tradizione è così l'adesione ad uno stile di vita guerriero, rigido, militare, fatto di autodisciplina, di durezza, di spiritualità, di eroismo, di gerarchia, di sacrificio, di fedeltà, di disinteresse per il proprio particulare, di odio per il materialismo e per il denaro, per il mondo mercantile e per quello borghese.
Recordemos a ideia inicial...
"E' inutili crearsi illusioni con le chimere di qualsiasi ottimismo: noi oggi ci troviamo alla fine di un ciclo". Orientamenti - Evola, Julius.
Onde teve ínicio? Quais são os males? Qual a sua manifestção no palco da história?
Lembram-se de eu ter escrito sobre o ardil das revoluções do terceiro estado?
Leia-se então abaixo o que nos é dito sobre isso por Evola.
"Un ciclo la cui dissoluzione ha preso il via a partire dalla Rivoluzione Francese, che ha diffuso nel mondo disvalori quali il razionalismo, l'economicismo e l'egualitarismo, processo accellerato dalle potenze materialiste e democratiche [/B]uscite vincitori dalla II Guerra Mondiale. In quest'ottica, quindi, la guerra fredda fra USA e URSS è una guerra tutta interna al materialismo e all'economicismo, quindi estranea al mondo della Tradizione."
Agora para quem quiser espreite a "Rebelión de las massas" de Ortega e Gasset, o livro de que andei a fugir a vida toda e que tanto me marcou.
Comparemos e lembremos que Gasset escreveu a sua obra na década de 20!
Deixo uma passagem :
The multitude has suddenly become visible, installing itself in the preferential
positions in society. Before, if it existed, it passed unnoticed, occupying the background of the social stage; now it has advanced to the footlights and is the principal character.
There are no longer protagonists; there is only the chorus. The concept of the multitude is quantitative and visual. Without changing its nature, let us translate it into terms of sociology. We then meet with the notion of the “social mass.” Society is always a dynamic unity of two component factors: minorities and masses.
The minorities are individuals or groups of individuals which are specially qualified. The mass is the assemblage of persons not specially qualified. By masses, then, is not to be understood, solely or mainly, “the working masses.” The mass is the average man. In this way what was mere quantity- the multitude- is converted into a qualitative determination: it becomes the common social quality, man as undifferentiated from other men, but as repeating in himself a generic type. What have we gained by this conversion of quantity into quality?"
Dá para entender? Percebe-se qual a importância de perceber e em que se começa a traduzir esta chegada forçosamente materialista e portanto perversa e degenerante das massas ao centro do "palco histórico"?
E percebe-se a forma magistral como Gasset ligou o conceito material à sua verdadeira forma, à sua real importância e como é um conceito qualitativo?
Evola...
Il mondo democratico è quello che considera valida e legale una legge od una istituzione solo perché sono i più a volerla, che ritiene vera una cosa solo perché sono i più a ritenerla tale.
Il mondo democratico è quello che considera gli uomini tutti uguali, negando ad essi ogni valore individuale e qualitativo ed assegna a ciascuno un numero uguale di bisogni, dai quali discendono per ciascuno un numero uguale di diritti.
L'uomo democratico è un numero, una quantità, che sommata alle altre forma un numero, una quantità collettiva…
Lo stato democratico è numerico e quantitativo, fondato sul volere della maggioranza di queste numeriche quantità, deve provvedere a garantire la soddisfazione di questi bisogni e l'esercizio dei relativi diritti…
Qual foi a resposta de Giovanni Gentile, a isto?
Veja-se por exemplo o capítulo "La questione della concezione Materialistica della Storia"
Diz-nos a porpósito de Marx : "Grande fedde, grande dommatismo, scarca crtica e mettodo arbitrarii" :D
E agora continuo mais um pouco de Gentile e os fundamentos da sua crítica ao materialismo histórico de Marx:
"Propespective ardite nel futurosu vacillanti fondamenti di una su storia construta piú che studata, indagata e intesa"
Leia-se depois a magnífica critíca à concepção Marxista da história nesse capítulo.
Recordo, portanto que é importante perceber onde encontrar o diagnóstico certo... Este tem de começar pela maneira certa de olhar o percurso colectivo dos homens.
Já agora lembremos também que é importante o que Platão nos tem a dizer sobre isto na República...enfim, agora Evola, em as "Ruínas..."
la radice comune fra comunismo e liberalcapitalismo è la visione materialistica ed economica dei rapporti umani, che definisce "l'allucinazione o la demonìa dell'economia".
:rofl Certo? Mas porquê? O que é o comunismo esquece? O que é que convenientemente (digo eu...) escolheu deixar de fora na sua análise da realidade?
Tutto ciò che è economico ed interesse economico, invece, come mero soddisfacimento dei bisogni fisici, ha avuto, ha e sempre avrà una funzione subordinata in una umanità normale.
Ora aqui Evola, começa a mostrar o que pode ser e porquê! Gasset, ou Platão estão de acordo...
Ecco perché, allora, è un'illusione che democrazia e liberalismo siano l'antitesi del comunismo: è come chi dicesse che il crepuscolo sia l'antitesi della notte, che il grado incipiente di un male sia l'antitesi della forma acuta ed endemica di esso, che un veleno diluito sia l'antidoto dello stesso veleno allo stato puro e concentrato.
Magnífico!
Al di là di queste sfere deve differenziarsi un ordine di valori superiori, politici, spirituali ed eroici, un ordine solo in funzione del quale devono definirsi le cose per le quali vale vivere e morire.
Così deve stabilirsi una gerarchia vera, debbono differenziarsi nuove dignità ed, al vertice, deve troneggiare una superiore funzione di comando, di imperium.
Esso è la potenza pura del comando, un potere trascendentale che, proprio perché tale, non deve essere spiegato o giustificato, visto che trae le proprie origini da un principio ed un ordine superiori.
Portanto ideias centrais destas passagens:
- Ordem de valores Superiores
Encontrada na imutável ordem tradicional
- Ideal heróico e aristocracia
É raça é sangue? Ou é aristocracia de sangue e de alma?
- Império
Estado e poderes...
Até à próxima!
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