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View Full Version : De Volta á Indústria - Moinhos de Maré


Lusi
February 4th, 2012, 11:24 AM
Outrora Essenciais
Hoje Obsoletos

http://resistencialusitana.blogspot.com/2012/02/de-volta-industria-parte-i-moinhos-de.html

Colonus
February 4th, 2012, 07:44 PM
Desconhecia esse tipo de moinho,bastante interessante,porem e' realmente uma pena estarem submetidos a tais parcas condiçoes de conservaçao,na verdade,a maioria abandonados.

Nao sei porque tecnologia esta obsoleta,digo a plataforma tecnologica.As estruturas estao realmente obsoletas aos meios atuais,mas a utilizaçao de moinhos de mare' pode ser atualizada.

Poxa,o que compensa mais:gastar com combustiveis ou consumir energia eletrica ao inves de utilizar a inesgotavel energia mecanica das mares?

Nao sei se seria o bastante para abastecer o mercado,mas deveria ser explorada ao maximo,desde que nao prejudicasse demasiadamente o meio costeiro.

Veja as velas,por exemplo.Consideradas obsoletas a tempos,hoje vem sendo reintroduzidas em navios cargueiros,penso que pela Alemanha.


Todavia gostaria de expandir um pouco este texto ao ambito do Brasil
.
Quando visitei algumas praias(principalmente no nordeste)vi fortes,pequenos portos e pontos de extraçao de gordura de baleia completamente em ruinas,apesar do constante fluxo de turistas.Isso me deixa muito triste,pois tudo que foi feito pelos portugueses tem completa admiraçao e desejo de preservaçao(e ate expansao) por mim.

No Rio estao a cogitar(se ja nao o fizeram)a demoliçao de casaroes historicos por conta da expansao da maldita passarela de samba!


Lusi,depois poderia me passar algum link sobre a tecnologia de obtençao de energia eletrica das ondas(aquela em que as ondas passam por tubulaçoes),pois viso conhecer mais sobre essa tecnologia.

Abraços.

Lusi
February 5th, 2012, 04:47 AM
Quando falo em obsoleto é em tom de brincadeira, derivado ao que está escrito no Wikipedia. É claro que isto na minha opinião não tem piada. É claro que uma ou outra alminha é capaz de pensar que estou a falar a sério.
Porque o pessoal que visitou a página (se chegou mesmo a visitar, falta saber se apenas se limitou a dar clique) não deve de ter perdido muito tempo com aquilo nem sequer ter lido nada. Ah e tal agora a perder tempo com um monte de pedras, pedras por aí não faltam, este tipo deve de ser maluco. Mas estas pedras são pedras do século XV, são pedras com histórias e que fazem parte de todos nós, porque fazem parte da nossa identidade e parte de um passado belo, em que talvez se desse mais valor ao pouco que se tinha, tal como Monsanto a aldeia mais portuguesa de Portugal, tem muitas pedras que hoje são mundialmente conhecidas. De facto isto não é nada obsoleto e o urso que escreveu isso devia de fazer lá uma visita e reflectir um pouco. É uma fonte de energia renovável e apesar de hoje não fazer uma diferença abismal, pode contribuir e muito. O problema é como aquilo está isolado ninguém se preocupa, pois se tivesse num lugar onde existisse muita gente a história era outra, quando não dá dinheiro não interessa, mas a identidade e a história e um passado glorioso não se compram. Aquilo está ao pé dos Fuzileiros, de um café pequeno, de uma praia cheia de lixo e de muito mato, mas na zona do Sapal de Corroios e onde o Flamingos costumam por lá ficar temporariamente.

O Sapal de Corroios é a zona húmida mais bem conservada de todo o estuário do Tejo, a sul de Alcochete, tendo o seu coberto vegetal sido objecto de estudos científicos botânicos da Faculdade de Ciências de Lisboa que concluíram as características peculiares desta formação vegetal - grande produtividade biológica e capacidade de despoluição das águas. A área do Sapal de Corroios é uma zona de Domínio Público hídrico, abrangida pela legislação da Reserva Ecológica Nacional (REN) e desempenha um papel vital para as populações de peixes, bivalves, crustáceos e aves limícolas, residentes e migratórias do estuário do rio Tejo.

Segundo estudos científicos é um ecossistema que tem capacidade de armazenar e sequestrar metais pesados, junto às raízes da vegetação, tornando-os inactivos. É uma função de grande valor ecológico já que o estuário do rio Tejo, no passado recente foi sujeito a descargas de poluentes, onde se incluem os metais pesados, pela industria metalúrgica pesada que laborava na margem esquerda estuarina. O Sapal é, ainda, um amortecedor de temporais, absorvendo a grande energia das ondas de tempestade e actuando como reservatório das suas águas reduzindo assim os danos para o interior. Constitui abrigo e protecção dos peixes juvenis contra predadores, garantindo a sua sobrevivência e a manutenção dos stocks de pesca das zonas costeiras adjacentes. Esta área têm vindo a abrigar várias espécies de aves protegidas por Directivas da União Europeia.

O Sapal de Corroios e toda aquela área natural da Ponta dos Corvos, "coração" da Reserva Ecológica do concelho do Seixal, por se tratar presentemente de um alvo onde constantes ataques têm surgido, tornou-se assim o processo prioritário para a sensibilização dos jovens e população em geral na conservação e preservação da natureza. O Grupo presentemente encontra-se empenhado na reposição do Sapal de Corroios no seu estado natural para que toda aquela área seja dotada de estatuto de protecção especial.

http://conteudos.grupoflamingo.org/index.php?Itemid=68&id=25&option=com_content&task=view

Eu preocupo-me com estas coisas, zero é nenhum, um não é nenhum, e por isso posso ser o único a dar importância a estas coisas, que já não sou nenhum.

Eu relação ao Portugal em Ruínas aqui fica um grande blogue:

http://ruinarte.blogspot.com/

Em relação á energia das ondas:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Energia_das_ondas

http://www.wavec.org/client/files/Livro_EO_IA.pdf