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View Full Version : Manifesto Social Nacionalista


RickHolland
April 18th, 2011, 05:32 PM
MANIFESTO SOCIAL NACIONALISTA DA RÁDIO BERLIM


Pai, foste cavaleiro.
Hoje a vigília é nossa.
Dá-nos o exemplo inteiro
E a tua inteira força!
Dá, contra a hora em que, errada,
Novos infiéis vençam,
A benção como espada,
A espada como benção!
Fernando Pessoa


I

COMBATER O SISTEMA DE DESTRUIÇÃO NACIONAL

A existência de Portugal encontra-se seriamente ameaçada. Aquilo de que mais se tem falado é de “crise económico-financeira”. Sem dúvida que nos encontramos numa gravíssima crise dessa índole, cuja culpa, importa frisar, é em boa parte dos políticos que nos têm governado ao longo das últimas décadas. No entanto, a crise é muito mais profunda! Atinge os aspectos políticos, morais e identitários da Nação. Politicamente, Portugal perdeu relevância internacional e, mais grave que isso, a sua independência real.

A soberania nacional é hoje uma mera recordação. Por outro lado, a crise moral afecta toda a sociedade, com terríveis repercussões junto da instituição familiar (organização basilar do ser humano), assim como na própria instituição militar. A sociedade tem sido estupidificada e amestrada pelos meios audiovisuais que fazem apelo constante ao consumismo/materialismo e à rejeição dos valores naturais e tradicionais.

Também no plano da Identidade Nacional muito se encontra em risco. A invasão cultural que nos chega dos EUA e, sobretudo, a invasão demográfica do nosso território por parte de povos do Terceiro Mundo, põem em causa a base mais profunda da nossa nacionalidade: a Identidade etno-cultural, resultante de um percurso histórico de séculos, senão milénios.

Portugal vive, desde 1974, sob um regime que se auto-intitula democrático. Porém, há a denunciar, no actual regime, o desvirtuamento de um pressuposto elementar e central em qualquer democracia digna desse nome: a soberania popular. A soberania popular encontra-se em causa quando, por um lado, a dita democracia se esgota totalmente nos partidos, não permitindo margem de acção política para outro tipo formações e, por outro, quando o Estado transfere voluntariamente poderes importantes para níveis de decisão supra-nacional.

Portugal vive não numa democracia mas sim numa partidocracia que tende, inclusivamente, para o bipartidarismo, e em que os grandes partidos são controlados por poderosos e obscuros interesses internacionalistas. Os portugueses podem votar de quatro em quatro anos. No entanto, a verdade é que isso de pouco tem servido, pois para além dos partidos estarem cheios de mentirosos, manipuladores e corruptos, são sempre os mesmos dois partidos que se têm revezado no poder desde há mais de trinta anos.

Outros dos pressupostos da democracia que têm sido frequentemente violados em Portugal são a liberdade de expressão e a igualdade de oportunidades políticas. A manipuladora comunicação social, regra geral, potencia um determinado sentido de voto, violando, assim, toda a decência e ética democráticas. Na prática, nesta partidocracia, só se elege quem é apoiado por grupos que têm poder e recursos para financiar as elevadas quantias das campanhas eleitorais e quem tem a preferência dos grupos financeiros que controlam os meios de comunicação social.

Os partidos, uma vez eleitos, estão totalmente comprometidos com esses grupos que, reconheça-se, não financiam nem apoiam campanhas milionárias por mero altruísmo… Ou seja, o poder está na mão de uma pequena elite, não passando o povo de um rebanho facilmente guiado pela imprensa “livre”.
Não há liberdade de expressão quando não há isenção jornalística; nem há igualdade de oportunidades políticas quando uns partidos são mais beneficiados do que outros na transmissão e propagação das suas ideias.

Os partidos políticos com assento parlamentar surgidos depois de Abril têm pautado a sua actuação pela demagogia, pelo desgoverno e pela corrupção, aumentando cada vez mais o fosso entre o poder político e o povo. A nossa democracia é hoje uma grande fachada, transformada que está em partidocracia de interesses particulares.

A Rádio Berlim (RB) denuncia a suposta evolução trazida por uma revolução (ou melhor, um golpe de estado motivado inicialmente pelo descontentamento laboral de alguns militares) que por pouco não atirou o povo português para uma ditadura socialista e que por muito menos não desencadeou uma guerra civil entre os filhos da mesma terra!

O actual regime tornou o sistema educativo num sistema de ignorância com as maiores taxas de abandono e insucesso escolar da UE. Mercantilizou a saúde, colocando os lucros das corporações à frente dos direitos dos doentes. Comprometeu a economia, aniquilando as pequenas e médias empresas portuguesas. Arruinou o tecido produtivo, hipotecando-o aos interesses federalistas e às quotas de produção.

Provocou o aumento da criminalidade e da insegurança. Ceifou a cultura através do abandono do nosso património histórico-cultural e do incentivo à xenofilia. Corrompeu a juventude com a descriminalização das drogas e manipulou-a através de sectores comerciais e industriais que incentivam o consumo desenfreado, potenciando mais materialismo e individualismo. Ostracizou os idosos, colocando-os à margem da sociedade.

Vai destruindo o ambiente, por meio da construção desgovernada e da falta de um ordenamento do território responsável. Corrompeu a administração local, por meio de sacos azuis, cunhas e desvios de dinheiro. Estimulou a prostituição, o lenocínio, o tráfico de droga, a imigração ilegal, as redes de pedofilia e de terrorismo internacional, com a abolição das fronteiras e os acordos de Schengen.

Com a aprovação dos tratados de Maastricht e de Amesterdão, dinamitou o que restava da soberania nacional, subjugando-a à União Europeia, ao imperialismo norte-americano e ao mundialismo. Ao invés da poupança e do investimento responsável, privilegiou o consumo e o crédito, endividando gravemente as famílias. Aumentou o desemprego com a contratação de imigrantes a baixo custo em vez de portugueses.

Aprisionou o país num enredo constitucional anacrónico, único no Ocidente. Conservou o sistema através de propaganda enganosa, da censura e do controlo da comunicação social, criando a ditadura do pensamento único e do politicamente correcto. Despojou a sociedade portuguesa dos seus valores tradicionais, promovendo o culto do dinheiro, do consumo, do egoísmo, da ostentação e da negação dos princípios éticos e morais.

Mantém um aparelho que se desintegra a cada dia que passa, onde procuradores gerais não se entendem com juízes, ministros que vêm a público desmentir organismos que os próprios governam, órgãos de soberania descoordenados e instituições que não se entendem. Os actores que representam no teatro da Assembleia da República insultam-se mutuamente durante o plenário para, logo de seguida, se abraçarem nos corredores do poder, independentemente do corredor ser em São Bento ou numa qualquer loja maçónica.

Volvidas três décadas de “democracia”, dois milhões (2.000.000) de portugueses vivem na pobreza, dos quais mais de duzentos e cinquenta mil (250.000) passam diariamente fome e perto de seiscentos mil (600.000) não têm emprego. A integração na União Europeia colocou em xeque a nossa agricultura (com a Política Agrícola Comum), as nossas pescas, a nossa indústria e permitiu a invasão do mercado português por produtos do Extremo Oriente pela livre circulação de mercadorias e o dumping consequente.

O exemplo mais flagrante é o da economia chinesa que, com base em trabalho neo-escravo, consegue lançar no nosso mercado produtos com qualidade idêntica aos das empresas portuguesas mas a preços muito inferiores, fazendo desta forma concorrência desleal. O resultado é a falência de mais empresas nacionais, o desemprego de mais trabalhadores portugueses e a pauperização sistemática do tecido social e das famílias em particular.

Os partidos que diariamente nos entram em casa pela televisão são, não a representação do povo português (como deviam ser), mas a face do Sistema de destruição nacional. O CDS/PP, que se arroga defensor dos “valores tradicionais”, não é mais do que um partido ao serviço do federalismo europeu, que pactua com clientelas e lóbis, cúmplice de todas as leis anti-nacionais aprovadas no parlamento (como as permissivas leis de imigração e nacionalidade).

O PSD é o representante de uma nova social-democracia tecnocrática, uma mera combinação das anacrónicas políticas sociais marxistas com a vertente mais selvagem do liberal-capitalismo. Além disso, é o partido da grande burguesia financeira, aliado fundamental da globalização, do mundialismo e do imperialismo norte-americano. Quanto ao PS, partido dito de esquerda e defensor do socialismo, não passa de um partido representante dos interesses da pequena e média burguesia e do liberalismo económico e dos interesses internacionalistas.

A extrema-esquerda espelhada no BE é simplesmente uma agregação de partidos desaproveitados e outras forças políticas igualmente inúteis. Um pseudo-movimento constituído por jovens de colarinho branco vindos da esquerda caviar, ligados a certos sectores marginais da sociedade, que vivem de arquétipos socialistas do passado mas com uma roupagem nova. Interessam-se apenas pela defesa dos interesses de certas minorias sociais tais como imigrantes do Terceiro Mundo, homossexuais, drogados e criminosos – e não pelo povo português em geral.

O PCP, como ultimo bastião estalinista e anti-democrático, seguidor da teoria anacrónica marxista-leninista, é um fruto velho e podre que ainda sonha em aprisionar o povo português numa ditadura socialista ao bom estilo soviético. Se dúvidas houvessem, basta conhecer o funcionamento interno do partido, onde o comité central esmaga qualquer voz interna dissidente ou alternativa.
Portugal encontra-se assim ameaçado em todas as frentes.

A verdade é que, dentro do Sistema, nada nem ninguém parece ter vontade de mudar algo de substancial. Na realidade, os partidos do Sistema parecem apenas querer prevalecer nos meandros do Poder, de forma a continuar a usufruir dos imensos privilégios a que têm direito.

Perante os problemas apresentados, apenas uma solução se afigura verdadeiramente útil, válida e legítima: o combate total ao actual sistema de destruição nacional e a sua substituição por um novo Poder, nacionalista e patriótico, livre e responsável, motivado pelo interesse maior do Povo e da Nação Portuguesa.

Com efeito, o actual estado da Nação não mudará com simples retoques, alterações de pormenor ou “reformas sectoriais”. Só uma revolução ao nível das mentalidades e dos métodos, imbuída de uma energia vivificadora e transformadora poderá recuperar o nosso país para o futuro.

Nesse sentido, o principal objectivo da Rádio Berlim (RB) é contribuir, conjuntamente com outras forças patrióticas e nacionalistas, para a edificação de uma alternativa ao actual sistema de destruição nacional e para a regeneração de Portugal.


II

NEM ESQUERDAS NEM DIREITAS

A dicotomia esquerda/direita nasce com a Revolução Francesa em 1789. A partir de então, nas assembleias, os parlamentares que se sentavam à direita do presidente e representavam orientações conservadoras eram apelidados de direita enquanto que os sentados à esquerda e representavam orientações progressistas eram considerados de esquerda.

A RB é essencialmente nacionalista, isto é, defende acima de tudo os interesses do Povo e da Nação Portuguesa. Como tal, a RB não se considera nem de esquerda nem de direita. Consideramos que o nacionalismo está acima dessa dicotomia simplista, redutora e anacrónica.

Com efeito, o nacionalismo, em termos abstractos, não pode ser considerado como uma posição tipicamente de esquerda ou de direita. Embora a História tenha evidenciado formas de nacionalismo de direita ou de esquerda, a RB não perfilha nenhum nacionalismo do passado, mas antes um novo nacionalismo, liberto dos velhos modelos e aberto a novas fórmulas que melhor se adeqúem aos problemas de hoje. Por exemplo, tanto defendemos certas políticas tradicionalmente consideradas de esquerda, como o apoio do trabalhador português e a protecção do ambiente, como políticas tradicionalmente consideradas de direita, como a reprovação do aborto livre, a condenação do uso de drogas e o apoio à família natural. A estas políticas somam-se outras exclusivamente nossas, tal como a defesa da nossa identidade étnica e cultural.

O rótulo enganador de extrema-direita que frequentemente atribuem aos movimentos nacionalistas actuais deve-se apenas ao ódio que tanto a esquerda como a direita tradicionais têm à alternativa nacionalista. Como é lógico, se o nacionalismo em si não é de esquerda ou de direita, não se pode posicionar num dos seus extremos. O único objectivo dessa e de outras designações é denegrir o nacionalismo, associando-o erroneamente a violência, guerra e repressão. Para comprovar que a extrema-direita não existe ideologicamente, basta analisar o que se passa noutros países europeus.

Na Holanda, o partido do falecido Pim Fortuyn, homossexual assumido, defensor das drogas leves e da eutanásia era considerado de extrema-direita. O número dois do partido era o seu companheiro cabo-verdiano. Em França, a Front National de Jean-Marie Le Pen é considerada igualmente como um partido de extrema-direita, no entanto é fortemente anti-homossexual, opõe-se às drogas e defende uma forte intervenção estatal na economia. Já na Áustria, o Partido da Liberdade do falecido Jörg Haider advoga o liberalismo económico.

Por sua vez, em Espanha, o Movimento Social Republicano, que defende o sistema republicano (o que seria, nesse país, tipicamente de esquerda), critica a acumulação de capital e diz-se abertamente socialista (mais uma vez tipicamente esquerda). Por outro lado, o MSR defende a preservação da identidade étnica espanhola e a unidade do estado espanhol (aqui tipicamente de direita), celebra os solstícios (festas de origem pré-cristã) e, mesmo assim, são enquadrados na extrema-direita! Continuando em Espanha, partidos como a ultra católica AES (Alternativa Espanhola) são também considerados de extrema-direita. Em Itália, a Liga do Norte, defensora da independência do norte de Itália é enquadrada na extrema-direita, enquanto a Alternativa Social de Alexandra Mussolini, também enquadrada nesta área política, defende a unidade italiana.

E o que dizer dos nacional-anarquistas ou dos nacional-bolcheviques russos? Serão de extrema-direita ou de extrema-esquerda? Estes exemplos servem para demonstrar que a “extrema-direita” é um mito, um rótulo inútil que nada diz sobre um partido ou um movimento político. É um rótulo usado apenas para denegrir e colocar num mesmo saco tudo aquilo que seja inconveniente ao actual Sistema.

Hoje em dia, quer a Esquerda quer a Direita advogam a globalização. A Esquerda mais radical tem criticado recentemente a globalização económica. Porém, isso não passa de hipocrisia. Essa mesma esquerda, que sempre foi internacionalista («Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos!»), propõe hoje em dia a Globalização Alternativa (ou alterglobalização) que consiste na globalização dos povos e da cultura. Por sua vez, a Direita dos dias de hoje é cada vez mais favorável à finança internacional e à globalização económica. Só o nacionalismo rejeita todas as facetas da globalização, pois entende que qualquer uma delas é prejudicial ao bem-estar e à identidade da Nação.

O nacionalismo é, por isso, uma terceira via que não agrada nem a uns nem a outros, já que a sua posição anti-globalização colide com os propósitos quer da Esquerda, quer da Direita. Enquanto isso, neo-liberais e comunistas, mesmo afirmando-se uns contra os outros, toleram-se e convivem na perfeição, especialmente nos corredores do Poder, sendo até aliados, desde que contra o nacionalismo. Relembramos as eleições presidenciais francesas de 2002, em que todos os partidos políticos, da esquerda radical à direita capitalista, se uniram para derrotar o nacionalista Jean-Marie Le Pen! Isto demonstra bem quem é a verdadeira alternativa ao actual Sistema!

O comunismo/socialismo e o liberalismo capitalista são ambos os inimigos ideológicos do nacionalismo. Esses dois sistemas têm como fim último subjugar as nações e escravizar os povos ao serviço de uma determinada elite. O comunismo não acredita no valor da nação e só a tolera como um meio para a finalidade do seu expansionismo ideológico. Sustenta-se no dogma da luta de classes e fomenta ódio entre elas, de modo a que a nação, como um todo harmonioso não possa ser realizada. O sistema do liberal capitalista, tal como o sistema socialista, parte do grande embuste da “Igualdade” e é uma ideologia puramente materialista.

Porém, enquanto que no comunismo o “motor da história” é o “ódio entre classes”, neste, é a busca cega pelo lucro que move a sociedade. Acresce que, neste caso, a sociedade é idealizada como a soma dos egoísmos individuais, pelo que não há lugar para laços nem fidelidades colectivas baseadas na pertença nacional. No sistema liberal capitalista, só o indivíduo faz sentido. Nação, família, pertença civilizacional e/ou étnica, tudo isso deve ser destruído, quer para o comunismo quer para o liberalismo capitalista.

A fonte que dá de beber à ideologia universal do mundialismo e da globalização são instituições como o FMI, o Banco Mundial e organizações misteriosas e obscuras como o grupo Bilderberg e a Maçonaria, que procuram estimular um modo de pensar e viver únicos para todos os povos do mundo, destruindo para isso as diferenças étnicas, culturais, políticas e religiosas dos vários povos. E porquê? Porque um povo inconsciente de si e da sua identidade própria é mais facilmente objecto de manipulação e da incursão de ofensivas alheias. Um povo sem memória não tem coesão e, por isso, não pode fazer frente à escravatura do capital internacional.

Pelo contrário, o nacionalismo defende que todos os elementos vitais da nação devem permanecer unidos e cooperantes entre si. Trabalhadores e empresários precisam-se mutuamente e, por isso, os seus interesses devem se harmonizados e os seus conflitos devem ser arbitrados de forma justa pelo Estado. A família constitui, para o Nacionalismo, a célula básica da sociedade.

É aí que os indivíduos adquirem a formação essencial para enfrentar o mundo e é aí que encontram a solidariedade e a ajuda para enfrentar os momentos mais difíceis da vida. A cultura específica da nação é valorizada para que constitua um elo de ligação entre todos os nacionais! O nacionalismo reclama o povo como o centro das suas preocupações. A liberdade, a independência e o bem-estar do povo, entendido como um todo, é o objectivo central de qualquer Estado Nacionalista!

O sistema político que preconizamos é, como já dissemos, contra a globalização em qualquer das suas variantes, contra a homogeneização mundial e a desagregação dos elementos vitais da nação. Cada nação deve preservar a sua identidade específica, transmitida de geração em geração desde o início dos tempos. Tal não significa que as Nações devam construir muros intransponíveis à sua volta (por exemplo, é o que acontece actualmente em Israel, ou o que aconteceu em Berlim, no tempo da União Soviética).

As nações podem e devem cooperar entre si, podem trocar bens e ideias, mas sem que haja o perigo da assimilação de uma por outra!
A nossa visão do mundo não encaixa nas actuais concepções de Esquerda e de Direita. Somos, por isso, a terceira via e, simultaneamente, a única alternativa à ordem vigente!


III

NACIONALISMO PARA PORTUGAL E PARA A EUROPA

A nossa visão de Portugal não é uma visão limitada pelas fronteiras do tempo presente: O futuro deve ser uma projecção do nosso passado, e o presente é a ponte constante entre essas duas dimensões. Temos a visão inter-geracional de um fio condutor que nos une aos nossos antepassados, e idealizamos um Portugal sem rupturas trágicas e irreversíveis em relação aos principais fundamentos da sua Identidade.

Nesse sentido, a RB entende que o dever máximo do Estado é a defesa da Nacionalidade, aqui entendida como o produto entre as características identitárias do Povo e da Cultura Nacional (legado de gerações anteriores), com as gerações actuais, isto é, o conjunto de cidadãos nacionais vivos num dado momento da História. O objectivo dessa defesa é o de relegar às gerações vindouras todo o Património material e imaterial que caracteriza, fundamenta e cimenta a Identidade Nacional. O dever máximo do Estado é pois esse, o de preservar os fundamentos da Nacionalidade e o de assegurar o futuro das gerações vindouras.

Adoptamos o Nacionalismo como a base primordial da nossa doutrina política, e entendemo-lo no sentido mais lato: A Nação como plataforma máxima da realização humana, acima dos interesses particulares e acima do indivíduo. O devir nacional sobrepõe-se ao capricho particular. A essa perspectiva alia-se uma visão da sociedade radicalmente oposta à visão liberal (partilhada quer por socialistas quer por neo-liberais): Para nós, os laços colectivos de identidade (etnia, cultura, história) têm mais valor e significância do que a sociedade atomizada, individualista e materialista do liberalismo.

A RB preconiza, pois, o Nacionalismo como o futuro para o nosso país e como o único caminho possível para defendermos a nossa identidade total, isto é, a identidade etno-cultural, materializada, entre outros aspectos, na nossa pertença étnica (herança de povos indo-europeus), na História nacional, nos nossos costumes e tradições populares, na arte popular e erudita, no imaginário colectivo, no idioma, na geografia e em todo o património histórico-natural do actual território Português.

Face à falência do actual modelo e princípios do Estado, ao descrédito absoluto da actual geração de políticos, à exaustão do modelo liberal/socialista para a sociedade e ao esgotamento do mundialismo económico, cultural e demográfico, entendemos que a edificação de um Estado Nacionalista em Portugal, inserido numa democracia real (onde a soberania resida realmente no povo Português e não em pólos de poder estrangeiros) é mais urgente do que nunca!

Esse novo Estado Nacionalista teria como tarefas prioritárias combater as principais ameaças e corrigir os principais problemas que nos foram legados desde o 25 de Abril: a invasão demográfica por parte de povos do Terceiro Mundo; a invasão cultural proveniente de Hollywood, do Brasil e de África; a destruição das nossas Forças Armadas e da Instituição Militar; a destruição do tecido económico e dos meios mínimos de subsistência nacional, em especial a Indústria e a Agricultura; o desleixo e a irresponsabilidade que se alastraram pelos serviços públicos; o descrédito do Sistema Educativo; o descrédito da autoridade e da Justiça; a criminalidade rompante; o sistema de valores doentios e anti-naturais instalados pelo liberalismo.

No plano económico, partimos de três premissas: 1) Ao Estado compete garantir a soberania Nacional e criar condições (legais, infraestruturais, etc…) para que os cidadãos construam a economia por sua livre iniciativa. 2) O controlo do Estado sobre os sectores estratégicos ajuda a garantir a soberania, a segurança e o futuro da Nação. 3) No mais, o Estado dever relegar-se a um papel de árbitro e de regulador, observando os princípios da propriedade privada e da livre iniciativa na esmagadora maioria dos sectores de actividade económica.

Reclamamos, portanto, que o Estado tenha um papel mais interventivo nos sectores considerais vitais para a soberania nacional (Água, Energia, Comunicações, hoje, quase totalmente controlados por interesses estrangeiros) e que, de resto, se relegue ao papel de árbitro nas relações do mercado. Entendemos ainda que o Estado tem um papel importante a assumir ao nível de garantias de justiça social e de equilíbrio entre as necessidades da economia (empresários) e as reivindicações laborais (empregados), para que tudo se conjugue em benefício da Nação.

O Estado deve intervir na vida laboral encerrando as portas à invasão imigrante e estabelecendo critérios obrigatórios de preferência nacional no acesso ao mercado, tanto em benefício das empresas nacionais como dos trabalhadores portugueses. Deve aprovar legislação que proteja os trabalhadores de situações de exploração, assegurando sempre a igualdade de oportunidades, o reconhecimento do mérito e uma valorização do trabalho que permita aos empreendedores constituir as suas empresas e progredir, o que resultará sempre em benefício da comunidade. Defendemos também a redução da burocracia inútil e excessiva, que tem como consequência única asfixiar a iniciativa e o dinamismo.

Ao nível social, somos guiados por uma ideia de vitalidade, saúde e respeito pelos princípios da Natureza. Assim, defendemos a vida e a instituição familiar, somos contra o aborto livre e o consumo de drogas. Propomos reais políticas de natalidade com apoio social para as famílias. Defendemos também um combate cerrado ao tráfico e ao consumo de estupefacientes.

Pretendemos estimular ainda a prática desportiva e o envolvimento das comunidades locais nas suas tradições e no serviço cívico. Somos ainda favoráveis ao restabelecimento do Serviço Militar Obrigatório. Lutamos pela verdadeira liberdade, combatemos a censura que ainda vigora no nosso país, controlada por uma comunicação social que, a reboque das directivas internacionalistas, difunde um pensamento de sentido único e reprime e deturpa os ideais nacionalistas.

Somos suficientemente lúcidos para sabermos que a resolução de muitos dos problemas anteriormente denunciados (por exemplo, conter as diversas facetas da mundialização e quebrar os dogmas e os valores do liberalismo) passam necessariamente por mudanças políticas a nível europeu. A construção de um Estado Nacionalista em Portugal, isoladamente do resto da Europa, seria de todo infrutífero e em vão! Só uma mudança que atinja pelo menos os países mais influentes da Europa poderá salvar as Nações Europeias e a Europa enquanto Mãe de nações e de povos irmãos! Não se trata, portanto, se salvar apenas Portugal. Trata-se de salvar toda a Civilização Europeia e, com ela, Portugal!

A nossa visão político-social é partilhada por outros partidos e movimentos nacionalistas um pouco por toda a Europa. E, à nossa militância, aqui em Portugal, corresponde a militância activa de movimentos nacionalistas de outras nações europeias. De resto, partilhamos, na globalidade, dos princípios evocados pela Frente Nacional Europeia – plataforma europeia que reúne partidos nacionalistas de toda a Europa:

- A defesa da soberania, dignidade e independência da Europa, assim como de cada uma das nações que a conformam. Uma Europa das Pátrias frente à dos mercadores, frente à mundialização política (…).

- A defesa da nossa cultura, das nossas tradições e das nossas raízes e identidade cristã [e pré-cristã], frente à globalização cultural, à imigração massiva e ilegal e à entrada da Turquia e de Israel na U.E.

- A defesa de um sistema económico redistributivo, baseado numa autêntica justiça social, frente à globalização da economia capitalista, assim como aos modelos marxistas.

- A defesa de uma nova ordem mundial contra o imperialismo americano, na qual o mundo não esteja submetido às ordens dos EUA e aos seus aliados ocasionais. Um mundo onde se apoie realmente os países subdesenvolvidos, de forma a que os seus habitantes não tenham que abandoná-los para cair em novas formas de escravidão derivadas da imigração ilegal.

Ambicionamos um Portugal livre e soberano, dentro de uma Europa de pátrias e nações. Vemos a Europa como a Grande Civilização Mãe, onde Portugal, com as suas naturais especificidades, usufrua da justa dignidade. Queremos povos soberanos e iguais em legitimidade, independentemente do seu nível de desenvolvimento económico-social. Não desejamos uma Europa dominada pelos egoísmos que, no passado, sempre descambaram em guerras fratricidas. Por isso, reconhecemos a importância de uma organização supra-nacional, que coordene esforços no sentido de valorizar o Todo Europeu.

Consideramos mesmo de absoluta urgência a constituição de um Exército Europeu, alternativo à OTAN, sem substituir os Exércitos Nacionais, e que se ocupe de defender as fronteiras da Europa; de intervir em acções de pacificação interna; de defender a Europa de eventuais ataques externos; de desenvolver e produzir material militar europeu.

Porém, a actual União Europeia não passa de uma espécie de “Estados Unidos da Europa”, uma versão desprezível dos EUA, até na cópia caricata da bandeira com as estrelas a representar os Estados… O sonho dos apátridas já se está a tornar real, com uma Europa onde as Nações se estão a diluir, perdendo a sua identidade singular, passando a consumir tudo o que é estrangeiro e a ser o canto de acolhimento de criminosos e máfias internacionais.

Além disso, a U.E. continua a perder peso económico, diplomático e militar relativamente ao bloco Americano e Asiático; assume uma posição suicidária não reagindo contra a invasão islâmica e procurando trazer para o seu seio países não-europeus (quando não anti-europeus) como a Turquia, Israel e Marrocos; é dominada, cada vez mais, pela ideologia neo-liberal que é, nada mais, nada menos, do que a evolução natural da cartilha iluminista e maçónica!

Por tudo isso, a actual U.E. não serve nem as Nações Europeias nem, tampouco, a Europa enquanto bloco civilizacional!
Para contrariar esta conjuntura, é necessário que todos os partidos nacionalistas europeus esqueçam antigas divergências e se unam para que vença e prevaleça a sua ideia alternativa de Europa.

Sempre guiada pelo interesse nacional, a RB participará activamente em conjunto com os restantes nacionalistas europeus na reedificação de uma Europa Plurinacional, forte e livre de qualquer matriz federalista. Uma Europa que saiba respeitar a alma de cada nação, forjada ao longo dos séculos por meio de elevados sacrifícios. Uma Europa que não anda a reboque dos EUA, que seja livre, independente e regresse à sua condição de maior potência mundial em termos culturais, económicos e militares. Uma Europa que faça erguer a bandeira sua identidade adormecida, frente a blocos que desejam a nossa destruição, como é o caso do mundo muçulmano.

* * *
A criação da Rádio Berlim marca o início da revolução social nacionalista dos jovens portugueses com vista a combater este sistema decadente e corrupto que desonra os mais de 860 anos forjados de história e feitos gloriosos. A marcha que agora se inicia irá ecoar por todo o país e em breve todos os jovens portugueses saberão que nós somos a única e derradeira alternativa à destruição da nossa nação. Está ateado o fogo de um novo movimento que, com o auxílio da verdade e da luta, haverá de restaurar a liberdade, a dignidade e a vida da Nação Portuguesa!


http://radio28portugal.com/?page_id=1769

Afonso Santos
May 3rd, 2011, 07:25 PM
Emissão #19 da Rádio Berlim (Movimento Social Nacionalista) já no ar - especial legislativas 2011.

http://radio28portugal.com/?p=3675