View Full Version : O futuro será vermelho e os homens lobos.
Ricardo Mendonça
October 6th, 2011, 08:07 PM
Bellum omnium contra omnes
I
Eu afirmo que díficilmente a humanidade sobrevive a este século.
Repetem-se hoje as vozes que descrevem o futuro como um tempo sombrio, eu próprio o devo ter descrito nesses termos. Mas será sombrio? Um futuro cinzento e frio como uma mortalha que apenas acabará por cobrir serenamente o Ocidente morto? Alguns dizem que será já com a mortalha que asfixiam o moribundo. Que quem nos mata não quer esperar, tem pressa.
Eu acho que não. Nem será assim, nem será sereno, nem frio e cinzento.
Será assim, então, o futuro da humanidade um futuro de sombra e cinza, ou antes das cinzas terão de vir os vermelhos das chamas? Para mim, sim. A humanidade nem se vai safar disto nem será bonito de ver. ( pelo menos em sentido sobreviver em estado civilizado, e não num retorno a um estado de completa barbárie, caso subsistamos enquanto espécie diga-se...)
Porquê dizer isto? Como e por o quê, através de quê, se pode dizer semelhante coisa?
Antes de lá ir, pois esse é o propósito do tópico, quero dizer que neste tópico procurarei trazer e falar de tudo desde o "princípio" como eu o vejo e porquê.
Trarei os livros que li, o que deles retirei, e desafiarei quem se sinta ou por proximidade a mim ou por mero desafio intelectual, ou ambos, a sustentar outros ponto de vista, caso queira.
-----"-----
Porque é que cada um de nós está aqui ou ali na sua caminhada interior e intelectual? Onde estamos e porque nos encontramos onde nos encontramos na nossa construção individual?
A que voz atenderíamos?
Eu lanço estas perguntas porque eu próprio as fiz e como se vê ainda faço. No entanto a algumas já sei responder. A algumas já procurei responder aqui nos fórums.
Se ainda as faço e se procuro na medida do que sei trazer, pelo menos orientação na busca, caso não se aceite para cada um (nem se deva...) o que outro tem para si como a "boa resposta", faço-o porque percebo que a maioria dos que chegam aos fórums chega guiado por um "chamado interior", nem sempre nobre ou muito intenso...pode muitas vezes ser apenas o "chamado" da curiosidade, o apelo de "bisbilhotar", mas e dirigindo-me áqueles cujo chamado é ardente e que os impulsiona, digo :
- Eu acho que posso ajudar
É preciso é tempo e esforço. E todos sentirmos que retiramos alguma coisa.
II
Primeira coisa vou trazer sem receios e na medida do meu tempo algumas obras. Foi nessas que escutei as vozes a que atendi, na minha própria formação.
Deixarei a cada um se conseguem encontrar melhor.
Assim nos próximos tempos não estranhem se falar de Economia e de um autor actual e deixar ao mesmo tempo uma referência retirada de uma obra com 100 anos. Pode ser um ensaio ou um artigo mas cada coisa passou por mim e isso a meu ver é o que tem faltado a mais gente nos fórums, dizerem e explicarem aos outros porque dizem isso, assim ensina-se e depois na resposta aprende-se.
Alguns de nós têm-no feito, demasiado poucos no entanto.
III
Um choque cerebral.
Nos primeiros tempos falarei de tradição, de direita, de raça, de decadência civilizacional, de política actual e de economia.
Porque é que para mim o futuro não pode ser o mar de rosas que a os políticos nos andam a vender? E porque é que o presente de cada um tem de ser mais que viver estúpida e irresponsávelmente uma vida de consumo e satisfação de pequenos apetites auto-centrados. Quem fizer isso terá nas mãos a sua quota parte de responsabilidade do futuro que está a deixar aos filhos?
- A natureza humana é a que é
- A tradição como único garante de um presente responsável e de um futuro acautelado
- A verdadeira Direita
- "Se o mundo rebenta, o que interessa defender a raça?" Já ouviste falar em defender a pele? Acredita que vai significar muito mais que agora.
- "O colapso será um apocalipse racial?" Sinceramente, e imediatamente creio que não. Será económico. Vamos consumir recursos e procriar até o mundo não aguentar mais,até ao colapso económico e social total. Mais e apenas business as usual...mesmo até ao fim...
- "Quais recursos? É o petróleo? É o aquecimento global?" É tudo e mais alguma coisa, mas talvez um somatóro de efeitos mais mundanos e infelizmente menos publicitados que isso. Vamos ver...Cada qual dirá o que quiser.
- "Fim da civilização?" Ensinamentos do passado, e quem anda a olhar e a escrever sobre o futuro?
Dos milhões de tipos que devem andar a escrever sobre isto quais tenho lido, quais tenho escutado? E vocês?
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Se tiver companhia é mais ou menos esta a ordem de trabalhos, vamos ver. Caso contrário, mando mais um livro abaixo nas minhas horas vagas à noite enquanto abro e as janelinhas dos fórums. Afinal a vida continua para todos.
Um abraço. Espero ter a companhia de uns quantos especiais, vocês sabem quem são. Os outros são bem vindos a ver e a participar, espero ter boas surpresas.
Nikolas Försberg
October 7th, 2011, 03:03 AM
Ao mesmo tempo que eu acho que é difícil falar do futuro eu vejo que é irreponsabilidade tentar não enxergar como será as coisas para daqui uns 20 ou 30 anos.
1-Estaremos mesmo preparados para o Apocalipse que virá? Isso só o tempo irá mostrar. Os que não estiverem preparados serão os primeiros a morrer... quer a humanidade goste disso ou não...
2-Estaremos mesmo fazendo por onde impedir o que vai acontecer? É uma resposta pessoal demais para falar em nome de todos... até porque essa é uma resposta que é um reflexo de atitudes do dia a dia e jamais somente de palavras... palavras o vento leva... as atitudes ficam.
Cada faz o que julga ser certo, mas o tempo logo irá cobrar isso de cada um, e aqueles que fizerem as escolhas erradas hoje pagarão caro por essa escolha... por isso devemos ter cuidado com as escolhas que fazemos hoje, amanhã pode ser tarde demais para mudar de ideia.
3-Existe alguma forma de impedir? Acredito que não. É inevitável. O tempo de evitar já passou... hoje ainda existem os homens da palavra, amanhã só irão sobreviver os homens da espada.
http://www.resist.com/CARTOON%20GALLERY/NIGGERS/nig_image41.jpg
Este é o futuro que imaginaram ter?
O que me preocupa é que daqui 30 anos eu estarei com quase 70 anos, serei um idoso em meio a essa selva anunciada na imagem acima, isso se estiver "tão bom" quanto na imagem... eu espero algo infinatamente pior... bem pior...
Não vejo luz no final do túnel para a humanidade no "como" as coisas vão sêndo conduzidas. Pensem como quiserem, mas não vejo mesmo. Nos atuais dias, eu vejo as pessoas perdendo tempo com futilidades e coisas mesquinhas, não procuram crescer e nem capacitar-se, não vejo as pessoas procurando aprender a viver com pouco e se auto-sustentar, menos ainda se defender. Como é que vão sobreviver? Não vão. Será que vão esperar pela piedade nos tempos da desgraça reinante?
Será que haverá água e comida abundante como existe hoje daqui algumas décadas?
Será que o mundo que vivemos HOJE será melhor daqui 30 anos? Eu olho para os lados não vejo perspectiva alguma de melhora.
Seremos testemunhas de algo extremamente grande, e ao mesmo tempo terrível, que daqui uns anos o que é tratado hoje como "teoria da conspiração" será visto como realidade, será visto como a desgraça do dia a dia... será que os "malucos" cheios de teorias de conspiração estarão melhores ou piores que os que os acusavam de "malucos"?
Em 2041, estarei com meus quase 70 anos, amotinado com minha mulher, filhos e quem sabe netos, dentro de algum buraco, que na qual chamaremos de "lar" e mesmo assim vamos agradecer por ter este "buraco" para esconder o corpo da chuva e do frio, e sabe-se lá do que mais...
O que temos hoje? A pergunta é essa mesmo, o que temos em abundância hoje? Temos um ar limpo, água e comida farta... mas a maioria das pessoas não dá valor nessas coisas, o importante para a maioria das pessoas é o ouro!
Será que daqui 30 anos o "culto ao ouro" não será substituído pelo "culto aos recursos naturais"?
O ouro não valerá muita coisa, e quem tiver água e comida terá tudo! Pois será o que vai ser decisivo entre viver ou morrer.
O que será que nos espera? Eu sei a resposta, mas será que as outras sabe?
Ainda muitos "Zumbis" estarão por vir... quem não estiver preparado será "comida de zumbi"...
http://3.bp.blogspot.com/_O3lA_B5eCf0/SlPQfsMv_pI/AAAAAAAAAzQ/2Fy2jO6eTNU/s200/apes.bmp
http://cinemacomrapadura.com.br/filmes/imgs/oexterminadordofuturo2_1994_img_4.jpg
Ricardo Mendonça
October 7th, 2011, 07:38 AM
Sabes Nikolas o problema é que realmente as pessoas, a maioria, não conseguem encarar as coisas de frente.
Talvez pela primeira vez na história e seguramente na história registada da humanidade a maioria "decide" como os outros vivem.
No entanto neste sentido será o mais importante a dizer, que não é uma decisão pelo voto, que é uma ilusão, é uma decisão forçada pela forma como vivem.
O que move o mundo é a ganância humana e os homens hoje pouco mais são que pequenas formigas obreiras que fazem funcionar a colónia e alimentam rainhas milionárias.
Todo o poder foi desviado para as mãos de alguns de forma ilegítima, o poder natural de cada homem foi usurpado por quem na sombra lhe comanda os destinos. E lhe decide o futuro.
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Assim, hoje, estas são as ideias que eu proponho ir tendo presente. O meu amigo Nikolas pode ir ajudando e trazendo outras coisas ou pegando nestas (Gostei do que disseste acima...).
Então o que se passa? Como saber? O que foi que eu usei?
Descontando algumas características próprias, sobre as quais para o melhor e para o pior nada há a fazer. O que quero salientar então é isto :
- A existência do homem moderno foi reduzida à condição de consumidor de bens não perenes e materiais. De pouca duração e real valor. Ao homem moderno tem sido usurpado o poder de decidir sobre o seu futuro.
- O sistema político vigente é um sistema de satisfação de interesses não de todos, não do colectivo, não de todos enquanto grupo e comunidade, mas de alguns usurpadores que controlam a riqueza e o poder mundiais.
As perdas de soberania e a usurpação do poder à sociedades, transferido, de facto para as mãos de alguns que o exercitam (ao poder usurpado) de forma ilegítima
- O sistema político actual, submisso a interesses egoístas de alguns é materialmente insustentável. A organização mundial sujeita a uma perversão das que deviam ser as naturais regras económicas é insustentável.
Ricardo Mendonça
October 7th, 2011, 07:50 AM
Alguns dos pontos fixos do aki
http://3.bp.blogspot.com/_-COKIbPFado/THwTWF_cvrI/AAAAAAAAAoM/XOvPxXK-fwQ/s1600/Michael+Klare,+Rising+Powers.jpg
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Jonas Hoffmann
October 7th, 2011, 05:22 PM
Neste circo (gereção) é um tesouro inestimável, cuja luta pela sobrevivência muitas vezes perdem de vista. O rumo desse mundo de hoje é uma ativo intangível, que deixam as veredas da justiça, injustiça, ação, omissão, violência, desenvolvimento, compreensão, a intolerância, e assim por diante.
Somos constantemente bombardeados por informações, que cria uma sensação que estamos tendo acesso consistentemente errado este tesouro de valor inestimável. No entanto, este estilhaços externo, e os nossos próprios limites auto-impostos, não fazemos mais do que "cyborgs (http://img171.imageshack.us/img171/9079/cyborgbarackobama25331.jpg)" humilde inútil. Pavimentação com orgulho estúpido na linguagem com frases: "Eu não estou interessado em melhorar o mundo, por isso sei que é cedo a saber, pois me preocupo como o hoje e amanhã é outro dia.. deixa acontecer."
Pessoas como essas, deveriam ser punidas pela burrice e ignorância. Ainda mais os que povoam a salas de aula do mundo são aqueles que vêem apenas a informação como algo a ser superado para atingir um fim. Que é fragil e absorver as informações de um reconhecimento alvo (passar em um exame, obter um diploma, etc) e depois descartá-lo para outra louvável considerando mais inútil: o que transforma o mundo em uma ciclo vegetável.
Essa é a diferenças entre indivíduos, povos, países, regiões e civilizações. Se fôssemos analisar as diferenças entre um circo medieval e o circo moderno veriamos que é o acesso à informação que produziu as maiores diferenças, e se agora estão vivendo juntos nesta futuro decadente, é porque a tão preciosa ideia do homem foi derramado de forma errada.
Nikolas Försberg
October 9th, 2011, 04:44 AM
Sabes Nikolas o problema é que realmente as pessoas, a maioria, não conseguem encarar as coisas de frente.
Eu vi muita coisa mudando em pouco tempo. Tenho certeza que você também.
Eu venho dessa criação antiga onde os valores do homem [e da mulher também] foram substituídos pelo por coisas "plásticas" e descartáveis.
Onde é que as pessoas guardaram aquela disposição para levantar-se e dizer "vou resolver isso agora"? Agora querem resolver tudo por telefone e nem da cadeira levantam mais se a consequência não for dinheiro.
Para as pessoas hoje, encarar as coisas de frente significa que terão que "dar a cara para bater", e nenhuma dessas pessoas esta disposta a isso, hoje são apenas covardes que usam uma desculpa esfarrapada de que são "civilizados" para não mecherem os traseiros.
Para essas pessoas a definição de "civilizado" é esperar uma resposta da lei do Sistema, e eu vejo o ser "civilizado" deles como ser covarde e conformado.
Se o povo não esta disposto a dar a própria face para bater então eles não tem direito de reclamar de nada depois.
Onde é que esses homens e mulheres de nossa raça guardaram aquela vontade de vencer e combater? Será que só sabem resolver as coisas no Tribunais e nos Processos?
Onde antes havia coragem hoje existe o cheiro do escremento da covardia, onde um chefe de familia é capaz de ter a casa invadida, ter a familia exposta ao desejo sanguinário dos marginais e ficar esperando que tudo se resolva por ter medo de um processo na justiça depois, quando o correto seria agir pelo instinto racional de sobrevivência e pegar sua arma e abrir fogo contra os marginais, assim cumprindo seu papel de pai de familia e defendendo a própria familia e o próprio lar.
Mas não, os tribunais e a lei transformou os homens em covardes, os que eram lobos combatentes antes agora são ovelhas doces e bem domesticadas.
Essa definição de "civilizado" que o povo tem hoje é apenas para que as pessoas diminuam a responsabilidade que elas tem sobre os próprios atos, em outras palavras... desculpas esfarrapadas que os covardes sempre dão para justificar as calças sujas ou para não fazerem nada. São sempre parasitas que esperam que as outras pessoas falam as coisas por eles.
No decorrer da vida ainda isso será cobrado de todos a responsabilidade e os que não estiverem preparados serão os primeiros a morrer.
Sou responsável pelo meu destino, e sabendo disso, não adianta eu culpar outras pessoas por isso depois por algo que não deu certo para mim. Temos a escolha de agir e buscar agora ou simplesmente ficar parado e esperar acontecer sem estarmos preparados.
Sobreviver é uma decisão que a pessoa toma, não é simplesmente sentar-se atrás de uma parede e esperar acontecer.
Lembro que no filme Coração Valente, o personagem William Wallace interpretado por Mel Gibson diz assim: "todos nós morremos um dia, mas apenas alguns realmente vivem". Será que as pessoas conseguem entender a profundidade dessas palavras?
Jonas Hoffmann
October 9th, 2011, 08:49 AM
Onde é que esses homens e mulheres de nossa raça guardaram aquela vontade de vencer e combater? Será que só sabem resolver as coisas no Tribunais e nos Processos?
Mas não, os tribunais e a lei transformou os homens em covardes, os que eram lobos combatentes antes agora são ovelhas doces e bem domesticadas.
Sobreviver é uma decisão que a pessoa toma, não é simplesmente sentar-se atrás de uma parede e esperar acontecer.
É uma vergonha em saber que os tempos de hoje são umas merdas e que tempos passados fora uma maravilha.
Nossos antepassados, lutaram, batalharam para conquistar a glória para a futura e a geração atual, na qual poderia ter dado continuidade, apenas ficam de braços cruzados. A judiaria tem uma responsabilidade enorme quanto a esses problemas.
Nikolas, concordo com você quando dizes que o homem é apenas uma ovelha doce domesticada.
Ricardo Mendonça
October 20th, 2011, 09:03 AM
Nature hath made men so equal in the faculties of body and mind as that, though there be found one man sometimes manifestly stronger in body or of quicker mind than another, yet when all is reckoned together the difference between man and man is not so considerable as that one man can thereupon claim to himself any benefit to which another may not pretend as well as he. For as to the strength of body, the weakest has strength enough to kill the strongest, either by secret machination or by
confederacy with others that are in the same danger with himself. And as to the faculties of the mind, setting aside the arts grounded upon words, and especially that skill of proceeding upon general and infallible rules, called science, which very few have and but in few things, as being not a native faculty born with us, nor attained, as prudence, while we look after somewhat else, I find yet a greater equality amongst men than that of strength. For prudence is but experience, which equal time equally bestows on all men in those things they equally apply themselves unto. That which may perhaps make such equality incredible is but a vain conceit of one’s own wisdom, which almost all men think
they have in a greater degree than the vulgar; that is, than all men but themselves, and a few others, whom by fame, or for concurring with themselves, they approve. For such is the nature of men that howsoever they may acknowledge many others to be more witty, or more eloquent or more learned, yet they will hardly believe there be many so wise as themselves; for they see their own wit at hand, and other men’s at a distance. But this proveth rather that men are in that point equal, than unequal. For there is not ordinarily a greater sign of the equal distribution of anything than that every man is contented with his share. From this equality of ability ariseth equality of hope in the attaining of our ends. And therefore if any two men desire the same thing, which nevertheless they cannot both enjoy, they become enemies; and in the way to their end (which is principally their own conservation, and sometimes their delectation only) endeavour to destroy or subdue one another.
And from hence it comes to pass that where an invader hath no more to fear than another man’s single power, if one plant, sow, build, or possess a convenient seat, others may probably be expected to come prepared with forces united to dispossess and deprive him, not only of the fruit of his labour, but also of his life or liberty. And the invader
again is in the like danger of another.
And from this diffidence of one another, there is no way for any man to secure himself so reasonable as anticipation; that is, by force, or wiles, to master the persons of all men he can so long till he see no other power great enough to endanger him: and this is no more than his own conservation requireth, and is generally allowed. Also, because there be
some that, taking pleasure in contemplating their own power in the acts of conquest, which they pursue farther than their security requires, if others, that otherwise would be glad to be at ease within modest bounds, should not by invasion increase their power, they would not be able, long time, by standing only on their defence, to subsist. And by consequence, such augmentation of dominion over men being necessary to a man’s conservation, it ought to be allowed him. Again, men have no pleasure (but on the contrary a great deal of grief) in keeping company where there is no power able to overawe them all. For every man looketh that his companion should value him at the same rate he sets upon himself, and upon all signs of contempt or undervaluing naturally endeavours, as far as he dares (which amongst them that have no common power to keep them in quiet is far enough to make them destroy each other), to extort a greater value from his contemners, by damage; and from others, by the example.
So that in the nature of man, we find three principal causes of quarrel. First, competition; secondly, diffidence; thirdly, glory.
The first maketh men invade for gain; the second, for safety; and the third, for reputation. The first use violence, to make themselves masters of other men’s persons, wives, children, and cattle; the second, to defend them; the third, for trifles, as a word, a smile, a different opinion, and any other sign of undervalue, either direct in their persons
or by reflection in their kindred, their friends, their nation, their profession, or their name.
Hereby it is manifest that during the time men live without a common power to keep them all in awe, they are in that condition which is called war; and such a war as is of every man against every man. For war consisteth not in battle only, or the act of fighting, but in a tract of time, wherein the will to contend by battle is sufficiently known: and
therefore the notion of time is to be considered in the nature of war, as it is in the nature of weather. For as the nature of foul weather lieth not in
a shower or two of rain, but in an inclination thereto of many days together: so the nature of war consisteth not in actual fighting, but in the known disposition thereto during all the time there is no assurance to the contrary. All other time is peace.
Whatsoever therefore is consequent to a time of war, where every man is enemy to every man, the same consequent to the time wherein men live without other security than what their own strength and their own invention shall furnish them withal. In such condition there is no place for industry, because the fruit thereof is uncertain: and consequently no culture of the earth; no navigation, nor use of the commodities that may be imported by sea; no commodious building; no instruments of moving and removing such things as require much force; no knowledge of the face of the earth; no account of time; no arts; no letters; society; and which is worst of all, continual fear, and danger of violent death; and the life of man, solitary, poor, nasty, brutish, and short. It may seem strange to some man that has not well weighed these things that Nature should thus dissociate and render men apt to invade and destroy one another: and he may therefore, not trusting to this inference, made from the passions, desire perhaps to have the same confirmed by experience. Let him therefore consider with himself: when taking a journey, he arms himself and seeks to go well accompanied; when going to sleep, he locks his doors; when even in his house he locks his chests; and this when he knows there be laws and public officers, armed, to revenge all injuries shall be done him; what opinion he has of his fellow subjects, when he rides armed; of his fellow citizens, when he locks his doors; and of his children, and servants, when he locks his chests. Does he not there as much accuse mankind by his actions as I do by my words? But neither of us accuse man’s nature in it. The desires, and other passions of man, are in themselves no sin. No more are the actions that proceed from those passions till they know a law that forbids them; which till laws be made they cannot know, nor can any law be made till they have agreed upon the person that shall make it. It may peradventure be thought there was never such a time nor condition of war as this; and I believe it was never generally so, over all the world: but there are many places where they live so now. For the savage people in many places of America, except the government of small families, the concord whereof dependeth on natural lust, have no government at all, and live at this day in that brutish manner, as I said before. Howsoever, it may be perceived what manner of life there would be, where there were no common power to fear, by the manner of life which men that have formerly lived under a peaceful government use to degenerate into a civil war.
But though there had never been any time wherein particular men were in a condition of war one against another, yet in all times kings and persons of sovereign authority, because of their independency, are in continual jealousies, and in the state and posture of gladiators, having their weapons pointing, and their eyes fixed on one another; that is, their forts, garrisons, and guns upon the frontiers of their kingdoms, and continual spies upon their neighbours, which is a posture of war. But because they uphold thereby the industry of their subjects, there does not follow from it that misery which accompanies the liberty of particular men.
To this war of every man against every man, this also is consequent; that nothing can be unjust. The notions of right and wrong, justice and injustice, have there no place. Where there is no common power, there is no law; where no law, no injustice. Force and fraud are in war the two cardinal virtues. Justice and injustice are none of the faculties neither of the body nor mind. If they were, they might be in a man that were alone in the world, as well as his senses and passions. They are qualities that relate to men in society, not in solitude. It is consequent also to the same condition that there be no propriety, no dominion, no mine and thine distinct; but only that to be every man’s that he can get, and for so long as he can keep it. And thus much for the ill condition which man by mere nature is actually placed in; though with a possibility to come out of it, consisting partly in the passions, partly in his reason. The passions that incline men to peace are: fear of death; desire of such things as are necessary to commodious living; and a hope by their industry to obtain them. And reason suggesteth convenient articles of peace upon which men may be drawn to agreement. These articles are they which otherwise are called the laws of nature, whereof I shall speak more particularly in the two following chapters.
Ricardo Mendonça
October 20th, 2011, 09:18 AM
Acima deixei a versão original do XIII capítulo de uma das obras da minha vida, tal como vos disse publicamente queria começar pelo princípio.
Pelo princípio, tal como eu o vejo.
Na formação de cada cada um de nós que perguntas devemos fazer e qual a ordem pelas quais as devemos fazer? Quais são verdadeiramente importantes?
Para mim, a primordial, a fundamental não pode ser outra que não:
"Qual a natureza dos homens?"
Que outra poderia ser? Para mim, hoje, nenhuma. Esta é a primeira a ser feita.
Nesta ocasião, e neste ponto da discussão muito particularmente, convidaria muito especialmente quatro pessoas, os outros serão bem vindos a participar, é claro.
Mas como já fiz com outros noutras ocasiões, agora este tópico e para já é a minha partilha interior a fazer com essas pessoas em especial. O Ruiz, o Martello, a Devi, e o Soloros.
A tradução como sempre será minha, assim como as reflexões posteriores.
Ricardo Mendonça
October 20th, 2011, 09:20 AM
Da condição Natural da Humanidade relativamente à sua felicidade e miséria
A natureza fez os homens tão iguais, nas faculdades de corpo e de espírito que, apesar de puder encontrar, por vezes um homem manifestamente mais forte em corpo, ou em espírito, mais vivo do que outro, ainda assim, quando tudo isto se toma em conjunto, a diferença entre um homem e outro, não é suficientemente considerável para que qualquer um homem possa com base nela reclamar para si, qualquer benefício a que outro não possa também aspirar, tal como ele.
Porque quanto à força do corpo, o mais fraco tem força suficiente para matar o mais forte, quer por secreta maquinação, quer aliando-se com outros que se encontrem ameaçados pelo mesmo perigo.
Quanto às faculdades do espírito, e não considerando as artes assentes na palavra, e em particular a capacidade de proceder de acordo com regras gerais e infalíveis, chamada ciência, que muitos poucos e apenas nalgumas coisas possuem, por não serem uma faculdade nascida connosco, nem obtida, como a prudência enquanto procuramos outras coisas, encontro ainda uma maior igualdade entre os homens do que a igualdade da força.
Pois a prudência não é mais que a experiência, que um tempo igual, igualmente oferece a todos os homens naquelas coisas a que igualmente se dedicam.
Aquilo que poderá, talvez, tornar essa igualdade incrível é não mais que uma vaidosa concepção da própria sabedoria, a qual praticamente todos os homens supõem possuir em maior grau que o comum, isto é, todos os homens que além de si próprios e uns poucos de outros, que ou por fama, ou por concordarem com eles, aprovam.Pois tal é a natureza dos homens, que embora possam reconhecer muitos outros como sendo mais argutos, ou mais eloquentes ou mais sapientes, mesmo assim dificilmente acreditarão que existam muitos tão sábios como eles próprios; pois vêem a sua própria sabedoria perto, e a dos outros à distância.
Mas isto, pelo contrário prova que quanto a esse ponto os homens são iguais, e não desiguais. Pois não existe, geralmente, maior sinal de equitativa distribuição de alguma coisa, que o facto de cada um estar contente com a parte que lhe coube.
Desta igualdade de capacidade, decorre a igualdade na esperança em alcançar os nossos fins. E dessa forma se dois homens desejarem a mesma coisa, que no entanto ambos não poderão desfrutar, se tornem inimigos; e no caminho para o seu fim (que é principalmente a sua conservação, e por vezes apenas o seu deleite) porfiem em destruir-se ou subjugar-se mutuamente. E daqui sucede que onde um invasor não tiver mais a temer para além da força própria de um outro único homem, se alguém planta, semeia, constrói ou possui um lugar conveniente, é provavelmente de esperar que outros venham preparados com forças conjugadas, para o desapossar e o privar, não apenas do fruto do seu labor; mas também da sua vida ou liberdade. Por sua vez, o invasor passará a encontrar-se no mesmo perigo face a outros.
E desta desconfiança de uns quantos aos outros, decorre que não existe forma de nenhum homem se proteger, tão razoável como a antecipação; isto é, por força ou astúcia, dominar a pessoa de todos os homens que for capaz, por tanto tempo até a que não veja poder grande o suficiente que o possa ameaçar. Isto não é mais do que a sua própria conservação exige, e é comummente aceite.
Também, porque haja aqueles que, retirando prazer em contemplarem o seu próprio poder em actos de conquista, os prossigam para além do que a sua segurança própria requereria, outros, que de outra forma se contentariam em permanecer dentro de limites mais modestos, não aumentassem através de invasão o seu poder próprio, não seriam capazes, de por muito tempo, cingindo-se apenas à sua defesa, subsistir.Assim por consequência decorre, que lhes sendo necessário à sua conservação o aumento do domínio sobre outros homens, isso lhes deva ser permitido.
Por outro lado, os homens não retiram qualquer prazer do estar em companhia (como pelo contrário sentem enorme desagrado) onde não haja poder capaz de os manter a todos em respeito. Pois cada homem espera que o seu companheiro, lhe atribua valor na mesma medida, em que ele a si se o atribui e, perante todos os sinais de desprezo ou de subestimação naturalmente porfia, até onde se atreve (onde, para aqueles que entre quais não possuam um poder comum capaz de os manter em sossego, é longe o suficiente para que se destruam uns aos outros), a arrancar aos seus contendores, a atribuição de maior valor, através de dano; e de outros pelo exemplo. Pelo que encontramos na natureza humana três principais causas de discórdia. Primeiro, competição; segundo, desconfiança; terceiro, glória.
A primeira leva os homens a atacar tendo por fito o ganho; a segunda, por segurança; e a terceira, por reputação.Os primeiros usam a violência para se fazerem senhores da pessoa, mulheres, filhos e rebanhos dos outros homens; os segundos, para os defender; e os terceiros por ninharias, como uma palavra, um sorriso, uma opinião diferente, e qualquer outro sinal de menosprezo, quer directamente dirigido às suas pessoas, quer como resultado, aos seus parentes, aos seus amigos, à sua pátria, à sua profissão, ou ao seu nome.
Fica evidente que durante o tempo em que os homens vivem sem um poder comum que os mantenha a todos em respeito, se encontram naquela condição a que se chama guerra; e tal guerra que seja de cada homem contra cada homem. Pois a guerra não consiste apenas na batalha, ou no acto de combater, mas num lapso de tempo, onde a vontade de travar batalha é suficientemente conhecida: e assim a noção de tempo de ser considerada na natureza da guerra, como é na natureza do clima. Pois assim como na natureza do mau tempo, não reside num chuvisco ou dois, mas numa propensão para chover que dura vários dias: assim a natureza da guerra consiste não no combate em si mesmo, mas enquanto durar a conhecida disposição para tal enquanto não haja garantia do contrário. Todo o tempo contrário a essa disposição é a paz.
Logo tudo aquilo que é próprio de um tempo de guerra, onde cada homem é inimigo de cada homem, também é próprio do tempo em que os homens vivam sem outra segurança que não aquela que a sua força e o seu engenho lhes possam prover. Numa tal situação não há lugar para a indústria, pois seu fruto é incerto; e consequentemente não há cultivo da terra; não há navegação, nenhum uso de bens que se importe por mar; nem construções confortáveis; nem instrumentos para mover e remover tais coisas que para tal seja necessária muita força; nenhum conhecimento da face da Terra; nem registo dos tempos; nem artes; nem letras; nem sociedade; e o que é pior, medo perpétuo, e perigo de morte violenta; e a vida do homem, solitária, pobre, difícil, brutal, e curta.
Poderá parecer estranho a alguém, que não tenha pesado bem estas coisas que a Natureza pudesse ter desta forma dissociado e feito os homens capazes de atacar e destruírem-se uns aos outros: e assim possa, não confiando nesta inferência, feita através das paixões, desejar talvez tê-la confirmada pela experiência.Deixe-se então que ele se considere a si mesmo: que quando empreende uma viagem se arma e procura ir bem acompanhado; que quando vai dormir tranca as suas portas; que mesmo quando está em casa tranca os seus cofres; e isto quando sabe que existem leis e funcionários públicos, armados, para vingar qualquer ofensa que lhe possa ser feita; que opinião tem dos seus pares, quando viaja armado; dos seus concidadãos, quando tranca as portas; e dos seus filhos e servos, quando tranca os seus cofres. Não acusa ele tanto por essas acções a humanidade, como eu o faço pelas minhas palavras?
Mas nenhum de nós acusa com isso a natureza humana. Os desejos e outras paixões do homem não são por si mesmos um pecado. Nem tão pouco são as acções que resultam dessas paixões até que se conheça uma lei que as proíba; o que até que as leis sejam feitas não se pode conhecer, nem pode qualquer lei ser feita até que se tenham de acordo sobre quem a deve fazer.Pode porventura pensar-se que nunca existiu um tempo ou condição de guerra como esta; e eu acredito que geralmente não foi assim, no mundo inteiro: mas existem muitos lugares onde vivem assim agora. Para os selvagens em muitas partes da América, com excepção do governo de pequenas famílias, onde a concórdia depende da carnalidade natural, não possuem qualquer governo, e no tempo actual dessa maneira embrutecida, a que referi anteriormente. Seja como for, pode ser percebida que forma de viver haveria, onde não existisse qualquer poder comum a temer, pela forma de viver na qual homens que anteriormente viveram sob um governo pacífico acabam por degenerar numa guerra civil.
Mas ainda que jamais tivesse havido um tempo em que os indivíduos se encontrassem numa condição de guerra de todos contra todos, ainda assim em todos os tempos os reis, e as pessoas de autoridade, por causa da sua independência, vivem em constantes disputas, e na situação e atitude dos gladiadores, de armas apontadas, de olhos postos uns nos outros; isto é, os seus fortes, guarnições e canhões a guardar as fronteiras dos seus reinos, e constantemente com espiões no dos seus vizinhos, o que configura uma atitude de guerra. Mas como por ela protegem o labor dos seus súbditos, daí não advém como consequência a miséria que acompanha a liberdade dos indivíduos isolados. Desta guerra de todos os homens contra todos os homens também isto é consequência; que nada pode ser injusto.
As noções de bem e de mal, de justiça e injustiça, não podem aí ter lugar. Onde não há poder comum não há lei, e onde não há lei não há injustiça. Na guerra, a força e a fraude são as duas virtudes cardeais. A justiça e a injustiça não fazem parte das faculdades do corpo ou do espírito. Se assim fosse, poderiam existir num homem que estivesse sozinho no mundo, da mesma forma que os seus sentidos e paixões. São qualidades que pertencem aos homens em sociedade, não na solidão. Outra consequência da mesma condição é que não há propriedade, nem domínio, nem distinção entre o meu e o teu; só pertence a cada homem aquilo que ele é capaz de conseguir, e apenas enquanto for capaz de conservá-lo. É pois esta a miserável condição em que o homem realmente se encontra, por obra da simples natureza; embora com uma possibilidade de escapar a ela, que em parte reside nas paixões, e em parte em sua razão. São as paixões que fazem os homens tender para a paz: o medo da morte, o desejo daquelas coisas que são necessárias para uma vida confortável, e a esperança de consegui-las através do trabalho. E a razão sugere normas de paz convenientes, sobre as quais os homens podem chegar a um entendimento.
Essas normas são aquelas a que por outro lado se chama leis de natureza, das quais falarei em maior detalhe nos dois capítulos seguintes.
Nikolas Försberg
October 20th, 2011, 10:53 AM
Me desculpe se eu estou saindo um pouco do foco do tópico, mas eu gostaria de comentar alguns trechos do texto que você deixou meu amigo.
"... assim como a força do corpo, o mais fraco tem força suficiente para matar o mais forte. ..."
Todos estão correndo o mesmo perigo, seja o mais forte fisícamente como o mais sábio. A inteligência e o planejamento quase superam a força, e ao meu vêr tanto a inteligência como a força devem estar lado a lado.
A história mostra que Exércitos fortes sempre tiveram homens inteligentes no comando, e que a força e a inteligência são coisas que devem andar lado a lado.
Do que adiantará ter uma força de ataque enorme se não tiver noção de onde atacar e a hora de defender-se?
Uma analogia um pouco pobre, mas serve como exemplo... As montanhas, antes simbolo da força da natureza, não foram vencidas pela FORÇA do homem, não exclusivamente pela força, mas pela INTELIGÊNCIA daquele que criou a dinamite, e o resultado disso foram as montanhas e rochas em pedaços.
Portanto, força até um cavalo tem, a inteligência é um privilégio de poucos.
Mas fica como ponto de reflexão a questão de subestimar o adversário... somente um tolo subestimaria o adversário.
Na natureza do homem encontramos as três causas principais de discussão:
-Primeira lugar, competição.
-Segundo lugar, desconfiança.
-Terceiro lugar, glória.
+Os primeiros homens invadem, o fazem apenas para ganhar.
+Segundo, para a segurança.
+O terceiro, por reputação.
-A violência do primeiro é para tornar-se mestres de outros homens, pessoas, esposas, filhos e gado.
-O segundo, para defendê-los.
-O terceiro, por ninharias, como uma palavra, um sorriso, uma opinião diferente e qualquer outro sinal de menosprezo.
Esse trecho fala por sí mesmo.
Ricardo Mendonça
October 21st, 2011, 02:04 PM
Leram? Faz sentido?
Ok, mais a sério então...Faz sentido faz. O Leviatã permanece como uma das obras mais influentes do pensamento filosófico e político Ocidental.
Das várias descrições que tive a oportunidade de ler sobre a condição natural e sobre a natureza humana, Hobbes é aquela que mais permanece comigo e me acompanha, é, como já disse, um dos meus pontos fixos.
Voltei ao longo da vida muitas vezes ao Leviatã de Hobbes, mas quase sempre aos mesmos capítulos. As palavras que há tantos anos li, continuam a assombrar-me da mesma maneira hoje, como naquele tempo, talvez mais hoje. Na verdade, a esclarecida lucidez quase clarividente de Tomás Hobbes, tem vindo a mostrar-se-me ao ritmo que a minha própria capacidade a pode ir acompanhando.
Boas reflexões...Por favor não deixem de pensar no que leram, considero-o fundamental e realmente de capital importância. Dêem-lhe a atenção devida.
MartelloVeneto
October 21st, 2011, 07:32 PM
Logo tudo aquilo que é próprio de um tempo de guerra, onde cada homem é inimigo de cada homem, também é próprio do tempo em que os homens vivam sem outra segurança que não aquela que a sua força e o seu engenho lhes possam prover. Numa tal situação não há lugar para a indústria, pois seu fruto é incerto; e consequentemente não há cultivo da terra; não há navegação, nenhum uso de bens que se importe por mar; nem construções confortáveis; nem instrumentos para mover e remover tais coisas que para tal seja necessária muita força; nenhum conhecimento da face da Terra; nem registo dos tempos; nem artes; nem letras; nem sociedade; e o que é pior, medo perpétuo, e perigo de morte violenta; e a vida do homem, solitária, pobre, difícil, brutal, e curta.
Sempre me faz ficar a beira das lágrimas. É o trecho mais bonito da obra inteira....
http://3.bp.blogspot.com/_1avdXssrfoE/TMyTE6fNZ7I/AAAAAAAAAyI/hgVyeYedB9Q/s1600/imagem.jpg
Pra quem entender... :D
De qualquer forma, eu vou dar uma (re)lida com mais atenção, depois. É um clássico que merece todo respeito e carinho ao ser tratado...
Ricardo Mendonça
October 21st, 2011, 08:21 PM
Se houver necessidade podemos voltar a esta questão a qualquer momento.
Ricardo Mendonça
October 21st, 2011, 09:40 PM
Desafios demográficos e segurança mundial
Plano de trabalho:
-Introdução
-Mudanças demográficas e insegurança
-Mundo demográficamente dividido
-Pressões do crescimento e segurança
-Pessoas, pessoas por toda a parte...e em movimento
-Urbanização mundial e recursos
Principais perguntas para as quais se pretende apontar uma resposta :
- É possível crescer perpétuamente económica e demográficamente?
- O que quer dizer o anglicismo "decoupling" tão comum desde Kyoto? Diferença entre decoupling relativo e absoluto?
- Prosperidade sem crescimento económico, é possível?
Ricardo Mendonça
October 24th, 2011, 03:38 PM
Um camarada nosso está a fazer uma pesquisa sobre os fundamentos avançados (apontados...) em filosofia política para a existência de estado.
Realmente na discussão não deve ficar muito longe disto que estivemos entretanto a falar. Deve até ser a pergunta natural a fazer.
Em que após "fixarmos" na nossa discussão qual é a natureza humana, vamos procurar quais são os fundamentos subjacentes à existência do Estado. É verdade. Essa realmente sempre foi a pergunta natural a fazer em seguida (retirando outras questões de promenor, importantes mas de pormenor...)
Aqui no tópico só não fui directamente a ela, porque achei que neste tópico seria melhor abordar primeiro alguns perigos que concorrem para ameaçar o futuro da humanidade e em particular da raça branca.
Todavia, a existência de Estado, a sua justificação e legitimação, a transição da condição ou estado natural para a figura Estado, é algo que sempre me apaixonou verdadeiramente, e é assunto que nunca me cansou, não sendo especialista na matéria é algo a que ainda assim tenho devotado atenção sempre que posso.
Perceber que tipo de organização social e política temos e como chegámos até aqui é fundamental. É através deste exercício que melhor conseguimos dizer concretamente o que é que se passa de errado com o nosso edifício político. Tá tudo podre da base ao topo. Mas porquê e como? Conseguirmos pelo menos organizar alguns conceitos fulcrais, de base, aqui no fórum, já era um grande serviço que fazíamos à nossa arrumação de ideias.
No entanto, essa matéria em particular, ficaria reservada, para um outro tópico há muito não visitado mas não abandonado, e aqui, pelo menos por agora ia já trazendo à vossa atenção e escrutínio, aquelas obras que mais recentemente li e que tratam directamente dos perigos à segurança.
Quem quiser dar alguma sugestão ou ir atalhando caminho, faça favor, como vêem vontade não me falta preciso é de tempo, tempo livre seguido para organizar alguma coisa com o mínimo de propriedade, isso é que é a grande chatice.
Nikolas Försberg
November 16th, 2011, 12:54 PM
Aki, nós (você, Rick, Afonso, Jonas, Lusi e eu) já fizemos vários ensaios sobre o tema que você tentando esmigalhar neste tópico.
Acho que é importante deixar os registros desses trabalhos anteriores que são ligados seja direta ou indiretamente ao tema.
Deixo abaixo os links:
Wake Up (http://www.vnnforum.com/showthread.php?t=121860)
O tóxico culto do sentimentalismo (http://www.vnnforum.com/showthread.php?t=121739)
Apocalipse Racial... Possibilidade ou Impossibilidade (http://www.vnnforum.com/showthread.php?t=121757)
Demografia e Natalidade: Nascimento de uma "Nova" Civilização? (http://www.vnnforum.com/showthread.php?t=122772)
Mes Aieux - Degenerations (http://www.vnnforum.com/showthread.php?t=128899)
Acredito que nesses links temos muitas informações para esse trabalho.
-Introdução
Vai parecer estranho o que eu vou falar, mas acho que teremos que voltar em uns pontos básicos nessa Introdução que você propõe.
Eu tenho percebido duas coisas, que, se não trabalharmos desde já nas pessoas, todo o resto será envão, e que é exatamente:
-O Tóxico Culto do Sentimentalismo.
&
-O que é branco e o que NÃO é branco.
Se conseguirmos desenvolver esses temas de início de uma forma bem clara, as outras coisas serão bem menos difíceis. O que acha?
Ao meu vêr a introdução deveria ser isso. Pois se não trabalharmos isso, todo o resto não terá resultados satisfatórios.
Ricardo Mendonça
November 16th, 2011, 02:11 PM
Sim sim tens razão temos tentado discutir o problema seguindo várias abordagens, estratégias, até formas de escrever...É tudo verdade.
O problema aqui e nos fórums de lingua portuguesa em geral é a falta de discussão fundamentada. As pessoas dizerem mesmo, expressamante o que pensam e explicarem porquê da forma mais completa que conseguirem.
Dizendo isto, para dizer o quê? Que os tópicos (aqui no VNN PT/BR, pelo menos) formavam uma espécie de uma teia, no sentido em que se interligavam, ainda é assim tirando um ou outro menos conseguido de cada um de nós.
Ora então onde está o início do problema, por onde se deve começar a pensar no PROBLEMA?
Para mim é pela questão da natureza humana...No sentido de se fazer a pergunta "De que é que os homens são por sua natureza capazes?"
depois o resto. Eu faria assim:
- Natureza humana
- Justificação do Estado
- Causas e Sintomas para o declínio do Ocidente (Separar é que é pior...) veja-se, por exemplo:
- O advento do poder às massas/ ilusão do voto democrático/ o ardil das revoluções do terceiro estado
- O materialismo/humanismo/existencialismo e a negação da espiritualidade na construção do indivíduo e colectivo
- Advento do capital e acima de tudo a circulação à escala global e supra nacional do capital
- Problemas supra nacionais, instituições nacionais incapazes - Razões para o enfraquecimento das instituições nacionais e do conceito de nação...por exemplo.
- Perversão das instituições sociais - como ligar à degeneração dos pilares morais e das instituições temporais.
- Multiculturalismo, relativismo cultural, sentimentalismo, "culpa branca", miscegenação forçado e um mundo políticamente correcto. Quem? Como? Onde? Porquê?
- Demografia e Migrações - A quem interessa? Como? Porquê? E depois do agora?
- Decadência política sintoma da decadência social, moral e espiritual
- A ignorância como instrumento de controle das massas votantes...a ilusão dos sitemas educativos e a aparência de educação que é facultada às massas.
-Incapacidade de saber pensar.
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Pronto isto era o que gostava de ver aqui discutido...em traços gerais.
Este tópico serve para reunir TUDO num encadeamento lógico, onde coloco princípio, meio e fim no "PROBLEMA" como eu o vejo.
Como disse para mim a primeira pergunta é perceber qual a natureza humana. Tratar essa questão, para mim primordial, com a importância que ela me quer parecer que bem merece, apontando a minha visão pessoal...dizendo porquê, e esperando obter reacções...
Depois a justificção para a existência da sociedade organizada políticamente...Modelos que a mim me parecem os mais adequados, e comparação com a degenaração a que hoje qualquer um tem obrigação de perceber. O que é se perdeu?
E depois ir tratando as coisas.
Ricardo Mendonça
November 16th, 2011, 02:26 PM
Porque é que a esmagadora maioria das pessoas não apresenta argumentação própria (sentido encadeamento próprio do assunto) devidamente justificada é um mistério insondável...E já são outros quinhentos...É discussão para o nosso "melhorias".
Ricardo Mendonça
January 7th, 2012, 11:40 PM
Pensei em trazer-vos um tópico chamado o "Advento das massas", mas ainda não estou preparado, preciso de tempo que não tenho.
Esse tópico iria começar com a minha tradução da "Revolta das Massas" de Ortega e Gasset, com a minha tradução do "Revolta contra um mundo moderno" de Julius Evola, e com o "Cavalgar o tigre" do mesmo autor.
A isto, às passagens escolhidas e discutidas por mim, acrescentaria as minhas impressões de outra obras de charneira, como é o caso de "Além do bem e do Mal" (omiti propositadamante o "Para" nunca concordei com ele no título, retira-lhe a elegância que uma única palavra confere) complementado com outra que conheço um pouco pior também de Nietzsche, "Vontade ao poder"
Esta seria a minha ambição. Mas não consigo fazer mais.
Portanto por agora este tópico terá de servir para aos poucos eu ir encadeando os assuntos.
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Onde é que o "Revolta das Massas" entra nesta discussão ? Entra desde a primeira à última página. Desde o "advento das massas" até à conclusão final, que para não estragar direi apenas no que Gasset considera como a tendencial inclinação do ser humano...prescindir de determinado código...
A "revolta das massas" é um excelente diagnóstico, mas não prescreve qualquer tratamento. Eu considero especialmente feliz o capítulo dedicado ao "aumento do nível histórico" ou a "dissecação do homem comum".
O tratamanto, ou seja, encadear a questão da natureza humana com o advento das massas, recuar e falar de estado e da sua necessidade, tem de ser feita através de outras vozes e lendo outras páginas.
Deixarei aqui um cheirinho da minha tradução do livro, não a encontrarão em mais lado nenhum, fui eu que a fiz, a linguagem é minha, e creio que em lingua portuguesa não há melhor. Espero que possam concordar.
Nos próximos dias pretendo ir analisando pelo meu olhar pessoal, cada passagem relevante.
Então uma amostra :
O ADVENTO DAS MASSAS
Existe um facto que, para o bem ou para o mal é da maior importância na vida pública europeia no momento presente. Este facto é a ascensão das massas ao completo poder social. Como as massas, por definição, nem devem nem podem dirigir a sua existência própria, e menos ainda governar a sociedade em geral, o que este facto realmente significa é que a Europa está a sofrer da maior crise que pode afligir povos, nações e civilizações. Tal crise já se deu mais que uma vez na história. As suas características e as suas consequências são bem conhecidas. Assim como o seu nome. É chamada de a rebelião das massas. De maneira a entender este formidável facto, torna-se importante desde o inicio evitar atribuir às palavras “rebelião”, “massas”, e “poder social” um significado exclusivamente ou primeiramente político. A vida pública não apenas política, é igualmente e até em primeiro lugar, intelectual, moral, económica, religiosa; compreende todos os nossos hábitos colectivos, incluindo as nossas modas quer no vestir quer de diversão.
Talvez a melhor linha de abordagem a este fenómeno histórico possa ser encontrado desviando a nossa atenção para uma experiência visual, salientando um aspecto da nossa época que é evidente aos nossos olhos. Este facto é muito simples de enunciar, mas nem tanto de analisar. Chamar-lhe-ei o facto da aglomeração, da “plenitude”. As vilas estão cheias de gente, as casas cheias de inquilinos, os hotéis cheios de hóspedes, os comboios cheios de viajantes, os cafés cheios de clientes, os parques cheios de pessoas a passear, os consultórios cheios de pacientes, os teatros cheios de espectadores, e as praias cheias de banhistas.
Aquilo que anteriormente não era, em geral, um problema, começa agora a ser um problema de cada dia, nomeadamente, encontrar espaço.
É só isso. Pode existir facto mais simples, mais patente, mais constante na vida actual? Deixemo-nos agora perscrutar sob a superfície aparente desta observação e ficaremos surpreendidos por ver que sob ela brota uma inesperada nascente na qual a branca luz do dia, do nosso dia próprio dia, é despedaçada no seu rico conteúdo cromático.
Ricardo Mendonça
February 21st, 2013, 07:38 PM
Sarkozy atreve-se a dizer, (falou, não pensou, disse em voz alta, para quem quisesse ouvir...), entre outras coisas, que é obrigação dos franceses brancos miscegenarem...Se não o fizerem a bem, e passo a citar " nesse caso a Républica ( Francesa) terá de pensar em alternativas mais...coercivas.
Este atrevimento só é possível porque está a falar para zombies, literalmente o grau de alienação da realidade nas pessoas é de tal maneira que um governante pode defender públicamante o fim do povo que governa que continua tudo a dormir.
E não há um motim? Não houve um motim, uma rebelião? Isto é, literalmente o presidente da França a ditar o fim dos brancos em França. Algum canal noticioso passou isto? Porque será? E as pessoas a dormirem em pé, só têm cabeça para futilidades, tanto sangue derramado pelos nossos ancestrais, para isto? As pessoas regulam bem do capacete, ou está tudo drogado???????
http://www.youtube.com/watch?v=I8yaiN6ew_g&feature=player_embedded
O mundo será vermelho e os homens lobos...
Ricardo Mendonça
February 21st, 2013, 07:43 PM
http://www.youtube.com/watch?v=ZRuSS0iiFyo
Há palavras? Por ser um fórum e estar obrigado enquanto moderador a seguir à letra as regras do fórum, vou escrever estas linhas, só me apetece é estar calado, mandaram-me isto para o email, vi e deixei-vos aqui os links. Aqui fica então
1 filho por mulher...Os governantes a dizerem que a Europa precisa de 200 milhões de emigrantes até 2050 (ou seja 5 milhões por ano), percentagens de populações não brancas em certos países europeus (França, Alemanha, Holanda) a representarem 1/4 da população em idade fértil com taxas de natalidade de 3 filhos por mulher...O que é que nos vai acontecer?
Ronald Grant
February 26th, 2013, 04:29 PM
Sinto que o que mais falta na Europa é fanatismo. Fora alguns países no leste eu não conheço um único movimento fanático na Europa. Mesmo entre os acordados eu só vejo retórica partidária, alguns são uma palhaçada completa (BNP), outros são até corajosos mas suas ações nunca resultarão em nada (PNR). Eu não espero que a população inteira saia destruindo tudo do dia para a noite, mas nem a minoria acordada faz algo a respeito. Acho que nós arianos construímos toda a civlização mas acabamos ficando "civilizados" demais, esquecemos das leis naturais mais básicas, nenhuma mudança vai acontecer em debates políticos.
Qual será a reação contra o que esse palhaço judeu do Sarkozy falou? Provavelmente nenhuma, pelo menos não da parte dos "conservadores" franceses como a Marine Le Pen, que condena os "negadores do holocausto". Falta uma The Order na Europa, um Aryan Republican Army, uma NSLF. Os europeus politizados precisam começar a ler SIEGE.
Ricardo Mendonça
February 26th, 2013, 05:52 PM
Sinto que o que mais falta na Europa é fanatismo. Fora alguns países no leste eu não conheço um único movimento fanático na Europa.
Não conheço a Europa inteira, não faço a mínima ideia de qual o grau de instrução e hábitos sociais e culturais dos países europeus à excepção do meu país, esse, penso que conheço bem, geográficamente e socialmente, de Portugal posso deixar um retrato que creio que pode responder ao porquê da quase totalidade dos portugueses nem sequer suspeitarem que existe um problema, quanto mais ficarmos surpreendidos por não fazerem nada.
O que pode surpreender é o grau de estufidificação da sociedade que juntamente com baixa escolaridade da maioria da população e quase inexistentes hábitos de leitura da pequena minoria que arvora um diploma universitário...está tudo feito para que nem sequer exista consciência do problema (tudo o que se fala aqui no fórum, por exemplo), em Portugal não há clamor social porque não existe a percepção do problema, e esta só é alcançável procurando...Por razões já abordadas no fórum, nomeadamente todos os mecanismos de controle social que identificámos, sem que alguém trabalhe para perceber a existência do problema, só o vai ficar a perceber no dia em que a situação rebentar...
Não há canal de televisão ou jornal ou revista que explique o que se passa...
Mesmo entre os acordados eu só vejo retórica partidária, alguns são uma palhaçada completa (BNP), outros são até corajosos mas suas ações nunca resultarão em nada (PNR). Eu não espero que a população inteira saia destruindo tudo do dia para a noite, mas nem a minoria acordada faz algo a respeito.
A "minoria" acordada são muitas pessoas, muitas realidades, a própria natureza do fenómeno impede que exista uma percepção exacta da sua dimensão por um lado, e potencial por outro. São muitas as perguntas que podemos e devemos fazer, mas repito pela própria natureza do assunto muitas terão de ficar sem resposta.
Um acto de oposição quando parte de uma parte deprovida de poder e se dirige contra uma outra parte que o detém é sempre feita em dois planos um público, e outro que não se vê, que é clandestino e reservado.
O Nikolas algures deixou um post, ou livro sobre movimentos de resistência e subversão, uma análise histórica a relações de poder, revoluções, contra revoluções, muito bom o documento, eu próprio tenho alguns bons documentos que são úteis quer ao lobo solitário quer à célula de resistentes
Acho que nós arianos construímos toda a civlização mas acabamos ficando "civilizados" demais, esquecemos das leis naturais mais básicas, nenhuma mudança vai acontecer em debates políticos.
Percebo a ideia e o desabafo, no entanto recordo que foi e é com muito debate, jornais, conversas, tertúlias, encontros, etc que se fabricam comunistas...Não nascem, nem nasceram do chão, portanto nós também não vamos convencer ou acordar ninguém a falar para paredes. Há que conversar, mas para falar primeiro convém que saibamos o que dizer. Mas por outro lado só chegamos às pessoas, se conseguirmos ultrapassar a barreira que nos separa delas...elas "dormem" como dizemos, não é fácil.
Recordarmos os posts, videos e documentos disponibilizados aqui no próprio fórum sobre o assunto não será tempo dado como perdido para ninguém. "Love Letter to America", do Nikolas, ou mesmo ir ver o que aqui também foi deixado sobre a origem histórica da degradação do sistema de ensino Ocidental mais concretamente, em si mesmo uma consequência daquilo que Yuri Bezmenov nos relata nos videos disponíveis. Pela minha parte deixei alguns livros e videos de diversa natureza sobre o problema.
Recordo em particular um post que escrevi em que tentei chamar à atenção para o que se passou na Academia europeia do pós guerra e como isso explica a falta de contraditório e logo de oposição às correntes que tomaram conta do palco das decisões, noemadamente das "fábricas de produção" de "decisores" ou "manipuladores/criadores de opinião", refiro-me respectivamente ao mundo académico e universitário, aos políticos e governantes, e intelectuais (sentido lato) como sendo exemplos artistas ou até mesmo jornalistas...Em suma quem é dono do palanque até quem tem o microfone na mão.
Qual será a reação contra o que esse palhaço judeu do Sarkozy falou? Provavelmente nenhuma, pelo menos não da parte dos "conservadores" franceses como a Marine Le Pen, que condena os "negadores do holocausto". Falta uma The Order na Europa, um Aryan Republican Army, uma NSLF. Os europeus politizados precisam começar a ler SIEGE.
Havia que desligar pelo menos uma parte do mecanismo de controle social e lavagem cerebral primeiro...É possível? Creio que não. Nem tudo na vida tem uma solução...Tudo tem um fim mas isso é outra coisa.
Não haverá tempo, nem estará ao nosso alcance "desligar" esse "sistema". Penso que dentro do tempoque vejo que temos e atendendo às circunstâncias, vamos ter que lidar com o pior dos cenários, que é : Temos uma catástrofe à beira de acontecer e não vai dar para evitar, vai acontecer.
Só queria, para terminar e mudando o rumo do meu post, dizer que não vejo diferença entre capacidades entre quem está "acordado" e quem está "adormecido", sinceramente creio que estamos representados na mesma e exacta proprorção em termos de capacidade e enquanto grupo, que a que se encontra na população de onde provimos.
Porque é que aó alguns uns acordaram, acordam ou acordarão, é uma pergunta que já me coloquei diversas vezes...Mas creio que cada pessoa necessitará do seu conjunto próprio de circunstâncias e ingredientes para que o seu acordar se dê, infelizmente e mesmo havendo circunstâncias e ingredientes comuns não encontrei e suspeito que não haja UMA receita infalível e universal capaz de acordar qualquer um, que seja aplicável a todos e capaz de acordar todos os que dormem.
Deixo no ar a pergunta de qual a importância dos livros ? ( sentido pesquisa individual...) Não há maneira de contornar isso, repito, sendo poucos, sem líderes, muitas vezes fisicamente isolados, ao acordado a única forma de entender tudo isto é "lendo". Gostaria mesmo que reflectissemos neste assunto, também se prende à questão do lobo solitário, células, movimentos de resistência etc
Ronald Grant
February 26th, 2013, 08:13 PM
Não conheço a Europa inteira, não faço a mínima ideia de qual o grau de instrução e hábitos sociais e culturais dos países europeus à excepção do meu país, esse, penso que conheço bem, geográficamente e socialmente, de Portugal posso deixar um retrato que creio que pode responder ao porquê da quase totalidade dos portugueses nem sequer suspeitarem que existe um problema, quanto mais ficarmos surpreendidos por não fazerem nada.
O que pode surpreender é o grau de estufidificação da sociedade que juntamente com baixa escolaridade da maioria da população e quase inexistentes hábitos de leitura da pequena minoria que arvora um diploma universitário...está tudo feito para que nem sequer exista consciência do problema (tudo o que se fala aqui no fórum, por exemplo), em Portugal não há clamor social porque não existe a percepção do problema, e esta só é alcançável procurando...Por razões já abordadas no fórum, nomeadamente todos os mecanismos de controle social que identificámos, sem que alguém trabalhe para perceber a existência do problema, só o vai ficar a perceber no dia em que a situação rebentar...
Não há canal de televisão ou jornal ou revista que explique o que se passa...
Sim. Penso que muitos viverão uma vida inteira assim, ignorantes e em seus próprios mundinhos de fantasia.
A "minoria" acordada são muitas pessoas, muitas realidades, a própria natureza do fenómeno impede que exista uma percepção exacta da sua dimensão por um lado, e potencial por outro. São muitas as perguntas que podemos e devemos fazer, mas repito pela própria natureza do assunto muitas terão de ficar sem resposta.
Um acto de oposição quando parte de uma parte deprovida de poder e se dirige contra uma outra parte que o detém é sempre feita em dois planos um público, outro que não se vê é clandestino e reservado.
O Nikolas algures deixou um post, ou livro sobre movimentos de resistência e subversão, uma análise histórica a relações de poder, revoluções, contra revoluções, muito bom o documento, eu próprio tenho alguns bons documentos que são úteis quer ao lobo solitário quer à célula de resistentes
São muitas pessoas realmente, mas ainda uma minoria. Não que eu espere ou queira que a maioria tome parte nisso. Como Tom Metzger diz é necessário menos de 1% da população para tomar o poder.
Sobre um ato de oposição, eu concordo. Temos o próprio plano público e informativo sendo este fórum. As ações reservadas cabe aos membros individuais deste.
Percebo a ideia e o desabafo, no entanto recordo que foi e é com muito debate, jornais, conversas, tertúlias, encontros, etc que se fabricam comunistas...Não nascem, nem nasceram do chão, portanto nós também não vamos convencer ou acordar ninguém a falar para paredes. Há que conversar, mas para falar primeiro convém que saibamos o que dizer. Mas por outro lado só chegamos às pessoas, se conseguirmos ultrapassar a barreira que nos separa delas...elas "dormem" como dizemos, não é fácil.
Recordarmos os posts, videos e documentos disponibilizados aqui no próprio fórum sobre o assunto não será tempo dado como perdido para ninguém. "Love Letter to America", do Nikolas, ou mesmo ir ver o que aqui também foi deixado sobre a origem histórica da degradação do sistema de ensino Ocidental mais concretamente, em si mesmo uma consequência daquilo que Yuri Bezmenov nos relata nos videos disponíveis. Pela minha parte deixei alguns livros e videos de diversa natureza sobre o problema.
Recordo em particular um post que escrevi em que tentei chamar à atenção para o que se passou na Academia europeia do pós guerra e como isso explica a falta de contraditório e logo de oposição às correntes que tomaram conta do palco das decisões, noemadamente das "fábricas de produção" de "decisores" ou "manipuladores/criadores de opinião", refiro-me respectivamente ao mundo académico e universitário, aos políticos e governantes, e intelectuais (sentido lato) como sendo exemplos artistas ou até mesmo jornalistas...Em suma quem é dono do palanque até quem tem o microfone na mão.
Eu não estava falando sobre a formação intelectual em si. Debates, artigos, estudos, temos alguns excelentes no fórum e cada um busca sempre aumentar o próprio conhecimento. Realmente nunca serão um tempo perdido! Eu me referia aos partidos políticos nacionalistas da Europa, como eu odeio partidos políticos. Nada mudará em eleições e discussões entre partidos. Os poucos partidos que realmente funcionam, como a Aurora Dourada, não o fazem por discussões na câmara dos deputados, eles funcionam porque agitam. Milícias, projetos sociais, ativismo nas ruas. Eles incomodam o sistema; fanatismo organizado.
Havia que desligar pelo menos uma parte do mecanismo de controle social e lavagem cerebral primeiro...É possível creio que não. Nem tudo na vida tem uma solução...Tudo tem um fim mas isso é outra coisa.
Não haverá tempo, nem estará ao nosso alcance "desligar" esse "sistema", creio que dentro do tempo e atendendo às circunstâncias, vamos ter que lidar com o pior dos cenários que é : Temos uma catástrofe à beira de acontecer e não vai dar para evitar, vai acontecer.
Só queria, para terminar e mudando o rumo do meu post, que não vejo diferença entre capacidades entre quem está "acordado" e quem está "adormecido", sinceramente creio que estamos representados na mesma e exacta proprorção em termos de capacidade e enquanto grupo, que a população de onde provimos.
A catástrofe virá, disso tenho certeza.
A minha capacidade biológica como branco é tanta quanto a sua, a de um outro lobo solitário, e a de um whigger anti-racista. Como raça somos um. O que muda é quem usa o próprio potencial ariano e quem não usa.
Porque é que uns acordaram, acordam ou acordarão, é uma pergunta que já me coloquei diversas vezes...Mas creio que cada pessoa necessitará do seu conjunto próprio de circunstâncias e ingredientes para que o seu acordar se dê, infelizmente e mesmo havendo circunstâncias e ingredientes comuns não encontrei e suspeito que não haj UMA receita infalível e universal capaz de acordar qualquer um, que seja aplicável a todos e capaz de acordar todos os que dormem.
Sim, realmente não há uma forma exata de acordar a todos, e não sei se um dia haverá. Geralmente só os mais questionadores é que conseguem fazê-lo. Por isso eu me foco em uma união com eles.
Deixo no ar a pergunta de qual a importância dos livros ? ( sentido pesquisa individual...) Não há maneira de contornar isso, repito, sendo poucos, sem líderes, muitas vezes fisicamente isolados, ao acordado a única forma de entender tudo isto é "lendo". Gostaria mesmo que reflectissemos neste assunto, também se prende à questão do lobo solitário, células, movimentos de resistência etc
Não apenas os livros mas também todo o material deste fórum e de outros sites pró-brancos são de extrema importância. Acho que da forma que estamos hoje - descentralizados, em maioria sozinhos, escondidos no sistema - a única "central" que temos é a leitura, e com base nela aumentamos o nosso conhecimento e tomamos as nossas ações no dia a dia de acordo com a capacidade de cada um.
"É um fato que, em grande parte, essa luta está rapidamente se transformando em uma questão de ação individual, cada participante tomando decisões privadas no silêncio de seu coração para resistir: Resistir por quaisquer meios necessários. É difícil saber o que os outros farão, pois nenhum homem realmente conhece o coração de outro homem. Um grande professor disse uma vez 'conhece-te a ti mesmo.' Poucos homens realmente conhecem, mas deixe cada um de nós prometermos a nós mesmos que não caminharemos calmamente ao destino que nossos mestres planejaram para nós." - Louis Beam
KinsK
February 27th, 2013, 02:57 PM
Esse é o caminho óbvio e natural do mundo (Não foi assim no Egito? cade os racialistas de lá? os defensores da antiga cultura? misturados claro.), seja com esquerda européia ou democratas nos EUA, a America Latrina é esquerda pois é burra e mista, a africa é esquerda e burra, não existe futuro para os que ficarem no meio do caminho tentando afundar o barco, seus filhos e netos serão missigenados, isso se os tiverem.
Só existe 1 caminho, a orientação e o agrupamento, ninguém vai afundar o barco, ninguém vai sobreviver ao caos fazendo foguerinha aprendida no youtube, no meio do nada cercado de pretos.
O barco vai afundar sozinho, junto com todos os poucos e insignificantes "Lobos solitários" e ai sim, o exército branco unido voltará a reinar.
Colonus
February 28th, 2013, 12:42 PM
Passamos por um momento historico,em que a inercia de uma Era esta a findar(se ja nao findou) e novos movimentos surgem.E verdade que desde o seculo passado houveram mudanças,no plano das civilizaçoes,que romperam com os padroes passados.No entanto,o mundo ainda tem linhas solidas,as quais podemos sempre utilizar para comparar o que ja existe e prever o que vira.
O mundo cresceu absurdamente e isso e o eixo principal do meu pessimismo para com ele.Os micenicos e vikings sempre me vem a mente,por mais que a conjuntura atual seja outra.E vai muito alem do material,pois vejo que compreendo mais os mortos que os vivos e creio que aqueles estivessem em mais alta posiçao na escada da evoluçao humana.Quantos creem ao contrario,que a tecnologia de hoje e a prova de que este e o momento mais alto dos homens.
Sera que se pode dizer que o canhao fez da Media Era um ponto mais alto que a Era dos Romanos?
O fim das comunidades rurais e a concentraçao e automaçao do cultivo so nos fez progredir?A conta e de uma grandeza so?
Tambem acreditam que as guerras sao passado,assim como a raça.Ainda nao sei dizer se e hipocrisia ou ignorancia,mas,de qualquer forma,os factos nao mudam por isso.Cada pessoa torna-se um universo a parte,ate que o individuo se torne especie distinta(nao e no sentido biologico).Como vai ser sangrento...
Filosofia nao e so negada,mas ridicuralizada e agredida,vista como profissao ou um estagio inicial de loucura.Tao excluida que so a religiao e ciencia brigam pela empunhadura da verdade,como se ocupassem o mesmo espaço e funçoes na vida.
O mundo cresceu demais,os ermos se foram e a gloria so vive em estatuas.
Colonus
March 6th, 2013, 12:07 AM
No ano passado,li o livro "Deep Economy",que creio ser uma boa base para entender a necessidade de mudança no modo economico atual.Alem de dados estatisticos interessantes,este apresenta varios temas e nos inuduz a considerar as varias grandezas presentes na sociedade(tais que sao tidas como "externalidades" segundo a norma economica regente).
Pode-se deduzir que todo esse processo rumo ao crescimento economico favorecera,fortemente,o aumento de preços da maioria dos recursos,tidos como riquezas(alem dos que irao tornar-se,como alternativos),apesar dos avanços tecnologicos.Os Estados mais fortes irao competir pelas reservas mais viaveis,enquanto os mais fracos terao de se bastar com descrescimento,aumento do custo de vida,conflitos internos e ate invasoes externas.
Petroleo e carvao sao,sem duvida,os insumos necessarios para que o crescimento economico exista e para que todo o sistema se mantenha.Lembrando que nao so fornecem energia,mas sao materia prima para medicamentos,combustiveis veiculares,fertilizantes e polimeros plasticos.Que pais consegue progredir sem isso?
Nao creio que placas solares e torres eolicas irao suprir minimamente o consumo atual.E inviavel,nao ha capacidade instalada,nao ha terras raras ,melhor,ninguem vai deixar o petroleo:vao privar outros paises em favor de si proprios.Toda essa pesquisa e disputa na Groenlandia,no Mar Artico e de Bering,sao alguns dos factos.
O que vai acontecer quando,antes de 2030,forem acrescentados mais 1 bilhao de pessoas,como previsto?
Como os movimentos migratorios na Asia vao afetar o preço da maioria das commodities?Ja se ve a colonizaçao chinesa em Africa e intervençoes notaveis na Indochina,em especial Laos.
Alem da guerra cambial envolvendo China,Japao,Eua e EU...
Em fim,com recursos basicos,viveres do mundo atual,em busca acirrada e com a progressivo "individualismo",substituiçao da cultura pela tecnica,descredito nacional e cultivo da ignorancia e mansidao o mundo ruma para conflitos inimaginaveis.No meu ver,reduzira-se,em grandissima parte,a barbarie,onde ninguem se compreendera,nao vera no outro minima semelhança.
Ricardo Mendonça
March 6th, 2013, 06:32 PM
Vou responder assim.
O mundo caminha para uma catástrofe.
1º Porquê?
Qual é a importância de perceber o "porquê" de realmente estarmos a caminhar para a nossa destruição colectiva? Assumo desde já como implícita e afirmativamente respondida a questão prévia a esta que é :"A humanidade caminha (ou é empurrada...) para a sua destruição colectiva?"
Se me fosse colocada a mim a pergunta, esta que deixei acima, eu reponderia assim :
Porque, segundo creio, quanto melhor percebermos o problema melhor é a nossa capacidade de lhe responder.
Concordarás comigo, certo? Esta pode ser uma forma razoável de atribuir a devida importância à boa formulação de uma pergunta.
É a melhor pergunta que te levará à melhor resposta...
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Tendo isto presente, desculpa a minha forma de expôr raciocínio Colonus, mas tu já me vais conhecendo e sabes que gosto de fixar alguns pontos prévios e de os assentar como comuns ( ambos de comum acordo, para efeitos da troca de impressões...) e só depois, seguir para a frente.
Faço-o, quando o assunto é ou pela dimensão ou pela aparente complexidade (ou ambas...) difícil de abordar sem isso.
Podes fazê-lo mas concordarás comigo que reduzes ao elementar e ao superficial o produto da troca de impressões.
Eu quero que nós analisemos o problema, e o sistematizemos para que outros o possam escrutinar, exige que te exponhas, mas se realmente estás aqui, como sei que estás em boa fé, então não nos podemos esconder na superficialidade da afirmação descontextualizada. Tentemos então dentro das nossas possibilidades ir a cerne do problema...uma vez mais.
Escrevi esta passagem tendo em mente a tua afirmação "O mundo cresceu absurdamente..."
Sim?
Sim
E?
E, que entender as consequências disto é uma das poucas maneiras que conheço de perceber o que está a acontecer e qual o inexorável desfecho a que isso nos vai conduzir
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2º Tem a ver com raça?
Infelizmente tem. É uma luta de vida ou de morte, custa-me tanto escrever isto, cada vez que o digo ou penso é uma tortura interior, mas infelizmente tenho de encarar de frente o resultado daquilo a que o esforço da procura da verdade me conduziu, o homem branco hoje luta de facto e literalmente pela sua sobrevivência...
Passo-te a palavra, para poderes se quiseres, responder...
Colonus
March 6th, 2013, 07:12 PM
Creio que,com os animos e populaçao que ja se alcançou,a humanidade esteja sendo empurrada a um conflito deseperante,em que quem nao tomar tera o seu tomado.
Em foro privado,tais introspecçoes sobre o futuro do mundo servirao para protegermos a quem estimamos e,em muito,incutir algo em alguns poucos.
Com esse crescimento do mundo quero dizer,grosso modo,que a quantidade prevaleceu e que,inumeras vias da abstraçao e diversidade sociais,foram destruidas.
Parece que e esse o rumo do mundo,seguir agregando culturas e povos ate que tudo esteja unificado.No entanto,creio,os limes da raça,que tem muito de subterraneo(alem do fisico),sejam um ponto redutivel de algutinaçao e separaçao:quebrando unioes que,no menos,sao incomuns.Como uma esfera que esta em um cume,qualquer abalo a faz descer.Esse esforços incomuns para igualar os homens,nao podem resistir.Ate mesmo os mestiços tendem a se encaixar segundo as graduaçoes.
Incoscientemente a segregaçao tende a ocorrer.A lingua pode ate separar integrantes da mesma raça,mas nao esta imune ao efeito de segregaçao desta:grupos com mesma lingua podem ser fraccionados pela raça.
Ricardo Mendonça
March 7th, 2013, 06:42 PM
Este lado da questão que me parece que agora descreves, assim como me parece que também aludes no teu post 27º do tópico, implica uma análise diferente daquela que estou a fazer e que me parece que fazes no post 28º.
Ou seja, em ambos os teus posts há uma alusão, uma referência ao problema do crescimento material do mundo (literalmente sentido quantitativo do termo...), certo?
+ Pessoas
+ Cidades, cidades maiores
+ Mais produtos à disposição ( sentido maior variedade à disposição...)
+ Disponibilidade ( sentido mais fácil a sua obtenção, em termos médios)
Ou seja, que esse aumento no número das pessoas e das coisas, a par com um aparente salto em frente da técnica, não traduz um progresso das sociedades humanas, por exemplo, no campo dos valores cívicos, do crescimento espiritual e intelectual dos homens...
Houve, segundo me pareces concluir, um crescimento absurdo do ponto de vista da quantidade, há mais...mas não estamos, nem somos, melhores do que éramos.
Eu sou tentado a concordar, no entanto, não é esta a análise que eu quero fazer agora e passo a explicar porquê ( repara que eu na primeira frase deste post realçei a preto, precisamente isso, análise diferente)
Agora, eu queria fazer a esta questão, factual e verdadeira, que se assistiu nos últimos dois séculos a um absurdo crescimento, "há mais de tudo", uma outra análise, submeter esta questão (do "crescimento"...) a uma série de testes diferentes.
Porquê?
Porque, não estou certo que havendo em dado momento mais, isto é, e repetindo-me para que fique certo, um aumento quantitativo das disponibilidades (Tenho a mesma obra em mente...), tenhas forçosamente de ter menos na qualidade dos homens que vivem esse referido momento do tempo.
Novamente, colocando por outras palavras, quero analisar o problema do crescimento, através de uma análise diferente, olhá-lo de uma outra forma, porque não estou seguro, não tenho a certeza, que por haver mais tenhas que obter como resultado Homens de pior qualidade que os ques os antecedem em tempos de maior frugalidade...ou vá lá, sendo mais brutal na realidade do termo, em tempos de maior escassez, ou de fome tens necessáriamente gente melhor.
Não estou certo que escassez material produza sempre e necessáriamente uma aprimoração, uma melhoria se quiseres, na qualidades dos homens com o consequente resultado naquilo que socialmente são capazes de produzir, da mesma forma que por outro lado, não estou seguro, não tenho a certeza, que maior abundância material produza gente de pior índole ou menos capaz...
Eu percebo o raciocínio, até concedo que foi precisamente isso um dos factores responsáveis por estarmos todos a viver estes tempos, do que não estou certo é que o resultado tenha sempre se ser esse, ou seja, não está aos meus olhos demonstrado que a decadência moral se liga invariávelmente à maior disponibilidade material.
Eu não nego o carácter cíclico da história ( lembra-te do autor...;)), concordo, não nego a decadência moral dos tempos em que vivemos e que confirmam a ideia de vivermos o fim de uma revolução (sentido literal como o fim de um movimento circular, ou a constatação que a história humana é cíclica), duvido é que seja possível que :
- Mais, resulta sempre numa relação de proporcionalidade inversa de qualidade, ou seja signifique, pior. Não consigo portanto demonstrar, que rumo e onde chegaremos necessáriamente no futuro, através dessa análise. Explica um determinado passado, mas não sei se consegue garantir que o mesmo se passará no futuro.
Então, se me atrevi a afirmar que caminhamos para uma catástrofe, preciso de demonstar com algum grau de certeza como é que este crescimento absurdo a que concordamos que se deu, e que penso que seja óbvio aos olhos de todos, nos vai inexorávelmente conduzir ao fim. A análise necessária, e a demonstração de que sou capaz tem de se cingir ao plano material. Ou seja, tenho de procurar encontrar a relação, entre crescimento/decadência social e moral/fim, que me escapa analisando o problema pela perpectiva que apresentas, que explica o passado, mas não te garante que te mostre qual o rumo a que estamos condenados no futuro, por uma outra análise.
Assim, creio que a mim, só me é possível encontrá-la, indo por outro lado. Mas acho que existe, e creio ser possível trazê-la à luz. Se não achasse que existe essa relação, essa inseparável ligação entre o dito crescimento absurdo e um futuro desgraçado, então não me atreveria a afirmar que o futuro serão chamas e os homens feras, lobos...
P.S - Eu queria que evitássemos as referências directas às nossas obras de formação. Pode ser? Pelo menos para já? Eu apanhei alguns traços de formação comuns e gostei muito, mas gostava que para já ficasse omisso. O resto segue por PM.
Colonus
March 7th, 2013, 09:32 PM
Percebi duas questoes principais neste ultimo texto:
O por que da abundancia material restringir e deturpar valores culturais e morais.
Como o crescimento levara a humanidade a teatros caoticos.
Primeiro,nao e' facil precisar a relaçao causa-consequencia nesse ambito da abastancia e a formaçao de "homunculos"(zombies).No entanto,recorrendo a Historia,ve-se que e' bastante tangivel essa tendencia ciclica,seja Roma ou China.
No meu ver,a gradativa perda de percepçao acerca da guerra,da austeridade e do campo,por exemplo,catalisada pela riqueza,faz com que valores morais,religiosos e culturais pareçam inuteis na sustentaçao da sociedade.Algo como se desconhecessem a Natureza e esta fosse substituida pela "Civilizaçao":os predios,os alimentos e carros fluem naturalmente e basta viver otimista e usufruir destes.A escalada gradual da riqueza,age como que fechando a maioria dos sensos,que custam para sentir,e deixando que toda a curiosidade e desejo flua apenas pela caminho do dinheiro.Ninguem morre ou se extasia facilmente com a honra,mas com a materia sim.
Segundo,o crescimento nao sera desestimulado,penso.Nao prevejo que a maioria dos governos,a ponto de mudar o rumo da humanidade,irao parar de querer cescer(Tem uns boatos sobre um plano de decrescimento intencional na Noruega,mas e muito local).Uma concorrencia que levara a tensoes,certamente.Com a mundializaçao a desconstruir ligaçoes socias-nacionais e todos os prazeres e expectativas atrelados a riqueza,qualquer falta de sustentaçao levara a conflitos internos ou externos(como escrevi,na questao da raça,alguns posts atras).Como uma placa sustentada por varios pilares:se trocas por um so pilar a placa nao vai cair,mas as forças continuarao a agir e provocar rachaduras na placa,ate que quebre.
Espero ter ido alem do lugar-comum e seguido com coerencia ao teu texto.
Ricardo Mendonça
March 16th, 2013, 07:14 PM
Percebi duas questoes principais neste ultimo texto:
O por que da abundancia material restringir e deturpar valores culturais e morais.
Se entendeste isto, então expliquei-me mal...O que eu quis dizer foi que, concordando que a abundância material (a par de mais umas coisas...) parece (atenção a esta ressalva...) resultar num enfraquecimento generalizado de uma sociedade, e também concordando que aí podemos, provávelmente, encontrar boa parte da explicação para o que se passou no Ocidente, o que eu disse e vou sublinhar, era que isso (esse facto...), em si mesmo não me garante que o resultado seja sempre e invariávelmente esse, ou seja, o facto de eu estar de acordo que "vida mole" "faz fraca a forte gente" e que também defendo que pelo menos em boa parte foi disso mesmo que nasceram grande parte dos males, que hoje afligem as sociedades Ocidentais, o que eu disse é que isso, não é garantia que o resultado da abudância material de uma geração relativamente a outra, por exemplo, tenha, forçosamente de resultar nisso...nesse enfraquecimento.
Pois, é fácil encontrar exemplos históricos em que, pelo contrário, abastança material, resultou num aprimorar das virtudes sociais de um povo, num fortalecimento das suas capacidades (e nas suas mais variadas aplicações, de que são testemunho as suas manifestações, também presentes nos mais variados âmbitos...)
Logo, quer-me parecer que se torna óbvia a imperfeição da hipótese formulada, e que portanto se pode concluir, através de uma rápida consulta à nossa memória histórica que nem sempre a abastança material resulta numa degeneração social, ou num enfraquecimento das capacidades de um povo.
Foi por isso, que disse que então, visto considerar (conforme agora tentei explicar...) que essa hipótese não é capaz de me garantir um vislumbre ao futuro com o que considero o grau de certeza mínimo, que venha assim a ocorrer, então eu teria de ir por outro caminho.
Para isso, (utilizei a expressão, análise diferente, uma série de testes diferentes...), por esses diferentes testes espero encontrar outra causa para a "doença" de que padecemos e cujo resultado, não está nem para ti nem para mim, em discussão...que é :
O futuro próximo da humanidade vai ser terrível, vamos viver sofrimentos inanarráveis e resta-nos, quanto muito um período de vinte a trinta anos...
Um dos grandes responsáveis foi, e é o crescimento absurdo a que assistimos, concordo.
Só divergimos, por agora na exacta manifestação (nas doenças, nos males ...) que isso provoca.
Esta questão é importantem, aliás é muito importante...Noutro post era nesta diferença que me queria focar.
Como o crescimento levara a humanidade a teatros caoticos.
Levará a humanidade, inevitávelmente ao seu fim, já muito próximo...Assim, é só quase uma questão de fazer contas.
Primeiro,nao e' facil precisar a relaçao causa-consequencia nesse ambito da abastancia e a formaçao de "homunculos"(zombies).No entanto,recorrendo a Historia,ve-se que e' bastante tangivel essa tendencia ciclica,seja Roma ou China.
Respondi acima, bem visto, mas...;)
No meu ver,a gradativa perda de percepçao acerca da guerra,da austeridade e do campo,por exemplo,catalisada pela riqueza,faz com que valores morais,religiosos e culturais pareçam inuteis na sustentaçao da sociedade.Algo como se desconhecessem a Natureza e esta fosse substituida pela "Civilizaçao":os predios,os alimentos e carros fluem naturalmente e basta viver otimista e usufruir destes.A escalada gradual da riqueza,age como que fechando a maioria dos sensos,que custam para sentir,e deixando que toda a curiosidade e desejo flua apenas pela caminho do dinheiro.Ninguem morre ou se extasia facilmente com a honra,mas com a materia sim.
Para mim esta é a ideia chave nesta passagem, mas como já referi e tu também acima, é muito difícil a demonstração, aqui é penso, quase impossível. Há que seguir por outro lado.
Por A+B, podes, seguindo por outro caminho, mostrar às pessoas aquilo que lhes queres mostrar...que é precisamente, onde é que os próximos 20 a 30 anos nos têm, inevitávelmente de consuzir, continuando o mundo a seguir por onde tem seguido...Agora, hoje, já é relativamante fácil, demonstrar.
Segundo,o crescimento nao sera desestimulado,penso.Nao prevejo que a maioria dos governos,a ponto de mudar o rumo da humanidade,irao parar de querer cescer(Tem uns boatos sobre um plano de decrescimento intencional na Noruega,mas e muito local).Uma concorrencia que levara a tensoes,certamente.Com a mundializaçao a desconstruir ligaçoes socias-nacionais e todos os prazeres e expectativas atrelados a riqueza,qualquer falta de sustentaçao levara a conflitos internos ou externos(como escrevi,na questao da raça,alguns posts atras).Como uma placa sustentada por varios pilares:se trocas por um so pilar a placa nao vai cair,mas as forças continuarao a agir e provocar rachaduras na placa,ate que quebre.
Exactamente...Só falta dar aos nossos camaradas algumas ferramentas para que eles tirem as suas próprias conclusões.
E nem é preciso muito.
Espero ter ido alem do lugar-comum e seguido com coerencia ao teu texto.
Sem qualquer dúvida, que sim, e aliás eu é que agradeço muito a consideração.
No entanto preciso que me respondas, pelo menos se ficou claro agora aquilo que tinha tenatdo dizer no meu post anterior.
Colonus
March 19th, 2013, 04:38 PM
Vejamos que uma analise acerca da decadencia dos homens e seu meio e' faina ardua,ha muita rocha a ser quebrada.Mas alguns ja nos deixaram varias pedras,como as obras pela qual temos referencia.Ademais,o meditar proprio e o discutir sao auxilio necessario a leitura,penso,do contrario se perde facil os rumos ou se absorve o que nao se deve.
Antes,queria ressaltar a necessidade de ter uma optica holisitica,considerando a maior quantidade de caracteristicas possivel.Tudo o que se pode identificar e' de valor para conclusao sobre um tema,afinal,busca-se entender o que existe.Para isso,tem-se de estar iluminando constantemente o objeto em questao,garantindo a existencia do que se sabe e atento ao que nao se viu.
Fui parcial no ultimo texto,tentei apenas explicar o papel da riqueza e tecnica na deturpaçao da sociedade,porem ha muito acredito que nao seja a unica causa ou consequencia(pois o enfraquecimento da religiao,por exemplo,pode ser a causa da abastança e nao o contrario).Concordamos que o acumulo e produçao incriveis de riqueza estao fortemente relacionados ao cenario ocidental atual,pois,tentei explicar o por que,ja que creio que seja motivo.Agora,explicar para varios contextos,assim como na historia comparativa,os efeitos do enriquecimento(sobre todas as formas e intensidades),nao era meu plano.Em suma,percebo que nao e elemento unico e nem sempre foi causa de decadencia,mas tentei responder o por que de acha-lo como causador e no contexto atual.
Agora quero so bater umas estacas,para podermos seguir melhor:
Que homem temos como referencia de superior,no amago da Historia?
Que caracteristicas ele tinha que hoje nao se ve mais?(Tendo como mira os individuos originais e verdadeiros,os que influenciam a sociedade e a transformam).
Sera que as massas sao da mesma natureza hoje?
Alem da abastança,o que mais poderia ser causa ou consequencia do teatro atual?
Nikolas Försberg
March 24th, 2013, 04:35 AM
O mais do mesmo...
A Europa em 2029... ou Europa em 2013?
Europe in 2029 - YouTube
Colonus
May 27th, 2013, 12:15 AM
Acho melhor tentar reorganizar as perguntas e fazer uma sintese,afinal ja deu bastante tempo.
Nao e so o lider por excelencia,aquele que guia seu povo e pelo bem deste,sendo essa noçao de bem compartilhada ou aceita,mas o campones,o europeu simples,guardiao das tradiçoes e costumes e industrioso tambem desapareceu.E mesmo com as mudanças desde o Imperio Romano ate o seculo 19,o campones e o aristocrata se mantinham.O campo estava la,sendo bastiao das naçoes e amortecendo as volatilidades.
A liderança dos Estados morreu,so existem imitadores de uma vitalidade politica passada e que so servem a primazia da eficiencia numerica e economica.Paises inteiros de homens massa,sem nenhum individuo verdadeiro no controlo.No meu ver,a aristocracia se mudou para uma posiçao global e com uma capacidade de gestao assegurada pela tecnologia.
A causa pode estar na completude da cultura ocidental e que os paradigmas atuais chegaram a um ponto de vunerabilidade tao grande que nao permita uma reaçao lenta(contra a desintregaçao cultural).A busca pelo infinito,o horizonte,pode ter se fixado onde nao devia e tornado-se fatal,como na crença de que sempre ha volta,uma saida e que nada e impossivel.Um sentimento marcadamente americano,mas sem duvida parece ser a moral europeia,mesmo que nao seja sua etica.
Mas nao deixo de ver que a revoluçao industrial foi essencial para esse desvio na linha historica,nao so do Ocidente,mas de toda a Historia.O desenvolvimento industrial possibilitou que as populaçao urbana ultrapassase a rural e de modo irreversivel.Tambem permitiu aumento populacional,o que forçou a cultura a alimentar esse novo contingente,dando-lhe a educaçao de massa,por exemplo.Juntamente com essa transiçao demografica veio uma mudança de percepçao,em que a Natureza foi substituida pela Cidade.A impressao de que predios,postes,tubulaçoes e estradas aparecem naturalmente,como que de um espirito da civilizaçao.Dai,no meu ver,vem o esporo do otimismo exacerbado e da fe na tecnologia.
O excesso de energia disponivel permitiu,ainda,um transporte de cargas e gentes mais rapido e massivo,expondo naçoes e raças a uma constante acidificaçao advinda da globalizaçao.Um sistema instavel,que quando forçado rola de um pico,em uma decida catastrofica,pois as molas do campo e da simplicidade se foram.
Tentei ir dispondo o maximo de ideias possivel,sem me atentar muito a estrutura.Primeiro os esboços,depois a planilha,o fluxograma,o mapa mental.
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